A poucos dias de eleição, Presidente da Polônia viaja em busca de apoio perdido

Queda de popularidade pode abrir possibilidade de um candidato da oposição assumir o mais alto cargo do país
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O presidente da Polônia, Andrzej Duda, vem perdendo apoio poucos dias das eleições presidenciais, marcadas para 28 de junho. A informação é da agência de notícias Reuters.

A queda de popularidade, causada em parte por posições anti-LGBT, por exemplo, pode abrir uma possibilidade que até então parecia pouco provável: um candidato da oposição assumir o mais alto cargo do país.

De acordo com pesquisas de opinião, o presidente polonês seria o primeiro colocado em um primeiro turno. No entanto, empataria com o rival, o liberal e prefeito de Varsóvia Rafal Trzaskowski, em um segundo turno.

Uma das pesquisas aponta ainda que Duda perderia o segundo turno para o candidato independente e ex-apresentador de TV Szymon Holownia. Porém, é menos provável que ele chegue ao segundo turno.

A vitória de Duda é esperada pelo partido na gestão para que a agenda conservadora, incluindo reformas judiciais que causaram conflito na União Europeia, seja colocada em prática.

Previsto incialmente para acontecer em maio, o pleito acabou adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. O país registrou até esta quarta (24) 32,5 mil casos da doença e 1,3 mil mortes, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Presidente da Polônia perde apoio poucos dias antes das eleições
Atual presidente Andrzej Duda foi o único candidato a fazer campanha na Polônia diante de restrições para conter o coronavírus (Foto: Reprodução/Twitter)

Apoio de Trump

Segundo o jornal estadunidense The Washington Post, a visita de Duda à Casa Branca, nos Estados Unidos, nesta quarta visa aumentar as perspectivas de reeleição do polonês.

O presidente Donald Trump apoia o presidente da Polônia e o considerada um “aliado exemplar”. Duda impulsionou os gastos com defesa e a compra de caros sistemas de armamento dos EUA.

A intenção de mostrar as fortes relações entre os dois países é crucial, já que a Polônia e o seu governo autoritário vem se isolando dentro da Europa.

Os dois presidentes devem discutir ainda o aumento da presença das forças norte-americanas na Polônia, após a retirada de 9,5 mil soldados da Alemanha.

O desejo dos polonêses em aumentarem a presença dos EUA no país não é popular entre os membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que consideram a medida como uma “segurança transacional”.

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