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Mais de 700 profissionais da saúde foram mortos em ataques nos três últimos anos

Três países concentram a maior quantidade de episódios de violência contra médicos e pacientes: Afeganistão, Síria e Mianmar

Mais de 700 profissionais do setor da saúde e pacientes morreram nos últimos três anos em cerca de 2,7 mil ataques violentos em diversos países do mundo. Afeganistão, Síria e Mianmar concentram a maior quantidade de episódios. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta terça-feira (3), em Genebra, o resultado da análise sobre ataques a hospitais, centros de saúde e ambulâncias. Segundo o diretor de Intervenções de Emergências de Saúde, Altaf Musani, a violência fez com que “milhões de pessoas ficassem sem receber cuidados de saúde necessários”. 

Mais de 700 profissionais da saúde foram mortos em ataques nos três últimos anos
Em 2015, médicos fizeram protesto bem sucedido em Mianmar: hoje, são perseguidos pelo governo militar (Foto: Wikimedia Commons)

Musani expressou grande preocupação com a destruição de centenas de postos de saúde e com as mortes de médicos e enfermeiros. Segundo ele, um entre seis incidentes causou a morte de um paciente ou de um profissional do setor em 2020.  

No relatório, a OMS alerta para o impacto desses ataques na saúde mental das pessoas, especialmente no contexto atual da pandemia de Covid-19. Musani explica que muitos profissionais reportaram não ter vontade de retornar ao trabalho e muitos pacientes temem buscar ajuda nos centros de saúde.  

Efeito Cascata  

O representante da OMS cita o “efeito cascata” que um único incidente do tipo pode causar, com consequências a longo prazo para os sistemas de saúde. Musani pede a todos os lados em conflito para garantir segurança nos serviços de saúde, sem violência, ameaças ou medo. Ele destaca que “um ataque já é bastante”.

A OMS lembra que, enquanto o mundo luta para combater a Covid-19, é mais importante do que nunca proteger o sistema de saúde, principalmente nos locais mais vulneráveis.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News