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Manguezais absorvem até cinco vezes mais CO2, mas desaparecem com rapidez

No sudeste asiático, 80% dos manguezais já foram perdidos. Meta global é de ampliar seu volume em 20% até 2030.

No Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema Manguezal, celebrado esta segunda-feira (26), a ONU (Organização das Nações Unidas) destaca a rapidez com que os mangues estão desaparecendo no mundo. A meta global é de ampliar o volume de manguezais em 20% até 2030. 

No sudeste da Ásia, por exemplo, mais 80% dos manguezais já desapareceram. Os dados são do Pnuma (Programa da ONU para o Meio Ambiente), que apresenta ideias para a recuperação do ecossistema.

Manguezal em Sundarban, na Índia, em dezembro de 2020 (Foto: Maitheli Maitra/Unplash)

A primeira ação necessária, segundo a Pnuma, é entender a importância dos manguezais, que são essenciais para proteger áreas costeiras de tempestades, de tsunamis e do aumento do nível do mar.

Os mangues também têm um papel no combate ao aquecimento global, já que conseguem retirar da atmosfera até cinco vezes mais carbono do que as florestas.  

Ao mesmo tempo, proteger os manguezais é mil vezes mais barato, por quilômetro, do que a construção de paredões na orla marítima.   

O Pnuma explica que a poluição é um dos fatores que levam ao desaparecimento dos mangues. Ao formar uma proteção entre a costa e a água, estas espécies vegetais acabam sendo uma “armadilha para o plástico”. 

Quando sacos de lixo e outros produtos plásticos ficam presos nas raízes dos mangues, acabam por privá-los de oxigênio, além de prejudicar os animais marinhos. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News