A insegurança feminina continua sendo uma das principais preocupações globais em regiões marcadas por guerras, crises humanitárias e fragilidade institucional. Um levantamento divulgado pela World Population Review revelou quais são os países mais perigosos do mundo para mulheres em 2026, considerando fatores como violência, acesso à saúde, educação, estabilidade política e proteção social. As informações são do Times of India.
O ranking utiliza o Índice Mulheres, Paz e Segurança, indicador internacional que mede as condições de vida e segurança feminina em diferentes países. O Afeganistão aparece na última posição, seguido por Iêmen e Síria, refletindo cenários de conflito, restrições de direitos e crises humanitárias prolongadas.

Além do Oriente Médio, países africanos como Sudão, Burundi, República Centro-Africana e República Democrática do Congo também aparecem entre os mais inseguros para mulheres devido à violência armada, pobreza extrema e dificuldade de acesso a serviços básicos.
O Haiti e Mianmar completam a lista, evidenciando como instabilidade política e crises econômicas também impactam diretamente a segurança feminina.
Ranking dos países mais perigosos do mundo para mulheres em 2026
- Afeganistão — Índice 0,279
- Iêmen — Índice 0,323
- República Centro-Africana — Índice 0,362
- Síria — Índice 0,364
- Sudão — Índice 0,397
- Haiti — Índice 0,399
- República Democrática do Congo — Índice 0,405
- Burundi — Índice 0,407
- Sudão do Sul — Índice 0,411
- Mianmar — Índice 0,442
Por que esses países são considerados inseguros para mulheres?
Segundo especialistas, fatores como guerras civis, deslocamentos forçados, colapso econômico e ausência de políticas públicas contribuem para o aumento da vulnerabilidade feminina.
Em países como Afeganistão e Iêmen, mulheres enfrentam restrições severas ao acesso à educação, trabalho e circulação em espaços públicos. Já em regiões da África, conflitos armados e fragilidade estatal dificultam o acesso à saúde, proteção e justiça.
Na Síria e em Mianmar, anos de instabilidade política e confrontos internos criaram cenários de insegurança prolongada, afetando diretamente o cotidiano feminino.
Especialistas alertam que a insegurança das mulheres não está ligada apenas à violência física, mas também à limitação de direitos, falta de autonomia econômica e ausência de proteção institucional.