USP: Ex-embaixador analisa planos do governo da China para os próximos anos

Rubens Barbosa explica reunião do Partido Comunista Chinês sobre projetos de médio e de longo prazo
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Este conteúdo foi publicado originalmente no Jornal da USP

Na coluna Diplomacia e Interesse Nacional, o embaixador Rubens Barbosa comenta sobre as novas prioridades chinesas em um novo plano quinquenal econômico estipulado pelo Partido Comunista Chinês.

Ele conta que “as incertezas derivadas da confrontação com os Estados Unidos e da covid-19 afetaram o desempenho econômico do país, mas não tiveram influência na definição das projeções de médio e de longo prazo”.

O governo chinês manteve a retórica de “paz e desenvolvimento”. A partir da leitura dos documentos da reunião partidária que definiu esses planos, pode-se perceber que as incertezas do cenário global influenciaram na criação de três ajustes especiais.

USP: Ex-embaixador analisa  planos do governo da China  para os próximos anos
Bandeira da China em frente a embaixada chinesa nos EUA, em Nova York, em junho de 2011 (Foto: CreativeCommons/Tomas Roggero)

O primeiro diz respeito à potência da economia, abandonando a ênfase no crescimento econômico e focando no aumento significativo do poderio tecnológico até 2035, com foco em questões estruturais e de qualidade de vida.

Segundo, na necessidade de autossuficiência, dadas as restrições dos Estados Unidos, que provocaram a mudança de perspectiva em relação à dependência de tecnologias do exterior e instigaram o desejo por reconhecimento em inovação.

Por fim, o terceiro trata da importância sobre a mudança do clima, que passou a ser uma prioridade estratégica de ganhar prestígio global com a preocupação com questões ambientais.

Rubens Barbosa é diplomata, foi embaixador do Brasil nos EUA (1999-2004), e no Reino Unido (1994-1999). É pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo).

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