Bahrein vai normalizar relações com Israel, anuncia presidente dos EUA

Um dos maiores aliados dos norte-americanos e dos sauditas no Golfo Pérsico, reino irá reconhecer Estado judeu
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Uma semana depois de abrir o espaço aéreo para voos de Israel, o Bahrein irá normalizar suas relações diplomáticas com Tel Aviv. A notícia foi dada via Twitter pelo presidente norte-americano Donald Trump nesta sexta (11), informou a Reuters.

É o quarto país árabe a assinar um acordo de reconhecimento do Estado judeu e iniciar relações bilaterais. A pequena nação, no Golfo Pérsico, é aliada próxima da vizinha Arábia Saudita – que também liberou a passagem de voos israelenses em seu território.

O histórico bilateral inclui algumas benesses sauditas ao rei Hamad bin Isa Al Khalifa. Riad enviou tropas para suprimir as manifestações contra o governo durante a Primavera Árabe, em 2011.

Bahrein vai normalizar relações com Israel, anuncia presidente dos EUA
O rei do Bahrein, Hamad bin Issa Al Khalifa, fala à Assembleia-Geral da ONU em 2011 (Foto: UN Photo/Marco Castro)

Sete anos depois, abasteceu os cofres do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos com US$ 10 bilhões de “auxílio econômico” anticrise.

Ao menos publicamente, a Arábia Saudita defende que não reconhecerá Israel sem a criação de um Estado palestino como contrapartida.

Riad é, afinal, a fiadora da chamada Iniciativa de Paz Árabe, de 2002, que também exige recuo das tropas israelenses para as fronteiras palestinas anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

A iniciativa foi proposta no âmbito da Liga Árabe, que se reuniu nesta quarta (10) e emitiu nota afirmando não se opor a mudanças no status quo histórico de não reconhecimento ao Estado judeu.

Outro aliado barenita é Washington: o pequeno reino abriga a sede regional da Marinha norte-americana. A localização, estratégica, permite o patrulhamento de uma das principais saídas para escoamento do petróleo árabe para o resto do mundo.

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1304464848831631361

No último dia 13, os Emirados Árabes Unidos anunciaram entendimento do tipo. Os primeiros foram Egito, em 1979, e Jordânia, em 1994.

Para os EUA, representa uma vitória em política externa para o atual governo, que busca reeleição em novembro. O anúncio vem em meio à forte crise em Washington após revelações do jornalista Bob Woodward, que trouxe a público o escândalo de Watergate, em 1972, no qual o próprio Trump afirma ter minimizado a gravidade da pandemia do coronavírus.

Já os países árabes sunitas, sob a batuta de Riad, buscam novos relacionamentos para neutralizar a ameaça comum do Irã, persa e xiita.

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