Coalizão saudita pede que separatistas cumpram acordo no Iêmen

Acordo firmado em 2019 incluía retirada de equipamentos militares e criação de um governo único
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A coalização saudita envolvida na guerra civil que castiga o Iêmen há cinco anos pediu nesta segunda (27) que os separatistas do sul honrem os termos do acordo de paz de Riad, assinado em novembro de 2019.

Os sauditas pedem ainda que os rebeldes partilhem o controle da cidade portuária de Aden com o governo do país, reconhecido internacionalmente. As informações são da agência de notícias Associated Press.

O apelo ocorre após os separatistas reassumirem o controle da cidade, neste domingo (26). Aden serve como sede do governo iemenita reconhecido no exterior, já que os rebeldes houthis detém a capital, Sanaa.

O Iêmen vive guerra civil desde que os rebeldes derrubaram o então presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, em 2014. Um ano depois, a coalizão saudita interveio no país na tentativa de restaurar o governo.

O Iêmen se tornou um dos países mais pobres do mundo árabe, e 80% da sua população depende de ajuda humanitária. Mais de 100 mil pessoas já morreram por causa do conflito.

Coalizão saudita pede que separatistas cumpram acordo de paz e deixem cidade do Iêmen (Foto: Rod Waddington/Wikimedia Commons)

Acordo de 2019

O acordo de paz foi assinado em novembro de 2019. Rebeldes e forças governamentais se comprometeram a retirar o equipamento militar de cidades iemenitas e formar um governo único de igual representação. A tratativa ainda não foi implementada.

Na declaração, a Arábia Saudita não informou que medidas tomaria caso os separatistas se recusassem a honrar o acordo.

Cessar fogo

Na última quinta (23), o cessar fogo de duas semanas declarado pela Arábia Saudita terminou sem um novo acordo. Segundo a Al Jazeera, saudistas e houthis acusam-se mutuamente de manter ataques mesmo durante trégua.

Com a pandemia do novo coronavírus, as forças sauditas haviam declarado cessar-fogo de duas semanas no último dia 8.

Houve um pedido do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de armistício temporário em países em guerra – reforçado, no caso do Iêmen, pelos temores de contaminação em massa.

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