Explosões de carros-bomba matam ao menos 30 na região central da Somália

Ataque a uma base militar teria ocorrido no início da manhã, quando os soldados se preparavam para as orações
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Dois carros-bomba explodiram e mataram ao menos 30 pessoas em uma base militar no Estado de Galmudug, na região central da Somália, na manhã de domingo (27). O Al-Shabaab, grupo terrorista afiliado à Al-Qaeda, assumiu a autoria do atentado, de acordo com a agência Reuters

“Eles atacaram a base com dois carros-bomba, e uma intensa troca de tiros de mais de uma hora se seguiu às explosões, afirmou o major Mohamed Awale. “As bombas danificaram veículos militares. Civis estavam armados e ajudaram a reforçar a base e perseguir os jihadistas”.

De acordo com Awale, entre os mortos estão 17 soldados e 13 civis. O governo informou que 41 jihadistas morreram no confronto, que teria começado no início da manhã, quando os soldados se preparavam para as orações matinais.

Tropas da Somália marcham em evento de agosto de 2012 (foto: STUART PRICE)

Seis execuções

Ainda no domingo (27), o Al-Shabaab informou que executou seis pessoas. As vítimas são cinco homens e um mulher que o grupo jihadista acusa de participarem de atos de espionagem a favor dos EUA.

Washington teve papel importante na luta do governo somali contra o Al-Shabaab. Cerca de 700 soldados norte-americanos estiveram no país africano até a retirada completa das tropas, no início deste ano. Eles eram encarregados sobretudo de oferecer treinamento de combate à Brigada Danab, um destacamento de elite do exército da Somália.

Dados apontam que o Al-Shabaab esteve em 440 episódios violentos no país entre julho e setembro do ano passado – o maior número desde 2018.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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