Segurança Internacional

Terrorista britânico é preso após enviar vídeos do EI a uma policial disfarçada

Conteúdo de propaganda extremista mostrava imagens de execuções, atentados suicidas e glorificação de batalhas

Um muçulmano convertido foi preso nesta quarta-feira (1°) no Reino Unido por compartilhar vídeos “extremamente explícitos” do Estado Islâmico (EI) com uma policial disfarçada, além de afirmar que queria ver Londres “sob a bandeira” da organização extremista. A informação é do Wimbledon Times.

Ibrahim Roger Anderson, de 44 anos, revelou apoiar o grupo terrorista a uma mulher no Facebook e no Telegram, sem saber que estava falando com uma oficial agindo secretamente.

O homem, que é mecânico de automóveis em Bedfordshire, foi condenado a sete anos de prisão após se declarar culpado de dez acusações de crimes terroristas.

Ibrahim Roger Anderson, condenado por terrorismo no Reino Unido (Foto: Twitter/reprodução)

Ele já havia cumprido pena por três anos em 2016 após ser condenado por tentar angariar apoio ao EI em uma barraca montada do lado de fora de uma loja pertencente a uma grande rede de vestuário no centro de Londres, o que rendeu a ele a alcunha de “Terrorista da Topshop”.

Os vídeos enviados à policial disfarçada mostravam imagens de execuções, atentados suicidas e glorificação de batalhas anteriores.

O material, que tinha títulos como “Chamas de guerra”, “Responda a chamada” e “Procissão da luz”, também mostrava um pai incentivando seus filhos a segui-lo até o martírio.

“Aberto a outras religiões”

Anderson se declarou culpado de dez acusações de disseminação de publicações terroristas e quatro denúncias sobre publicações extremistas relacionadas ao Estado Islâmico. Ele deverá cumprir dois terços da pena antes de ter direito à liberdade condicional.

A defesa do acusado disse que seu cliente estava “arrependido” e mais aberto a outras religiões, além de manifestar remorso. A justificativa para o ato foi de que ele “recorreu à internet para algum tipo de libertação” durante a pandemia do coronavírus.

“Beatle do EI”

Alexanda Kotey, membro de uma gangue de quatro militantes do EI na Síria apelidados de “Beatles do Estado Islâmico” devido ao sotaque britânico, planeja se declarar culpado nesta quinta-feira (2) de acusações criminais feitas pelos Estados Unidos, informou a rede emiradense The National.

O líder do grupo, Mohammed Emwazi ou “Jihadi John”, foi morto por um ataque de drones nos EUA em 2015, e um quarto suposto membro, Aine Davis, 37, cumpre pena em uma prisão turca. Já Kotey, 37, e El Shafee Elsheikh, 33, foram capturados em 2018 quando as forças lideradas pelos curdos e apoiadas pelos EUA tomaram o leste da Síria.

Ele é um dos dois membros do EI mantidos no Iraque por militares dos EUA antes de serem levados de avião pelos norte-americanos em 2020 para enfrentar julgamento por acusações de terrorismo.