A declaração do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, de que a operação militar contra o Hezbollah “ainda não está concluída” amplia a tensão no Oriente Médio mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário. As informações são da Euro News.
A trégua de 10 dias foi anunciada nesta sexta-feira (17) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma reunião entre representantes diplomáticos de Israel e do Líbano, o primeiro diálogo direto entre os dois países em décadas.
Apesar do cessar-fogo, Israel indicou que poderá retomar operações militares no sul do Líbano caso considere necessário. Segundo Katz, áreas estratégicas próximas ao rio Litani ainda não foram completamente “limpas” da presença do Hezbollah.

Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah
O acordo prevê uma pausa temporária nos combates iniciados em março, quando o Hezbollah – grupo apoiado pelo Irã – lançou ataques contra Israel. A ofensiva foi uma resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Mesmo com a trégua, os termos permitem que Israel continue realizando ataques para impedir ameaças consideradas iminentes.
Outro ponto central do acordo é a manutenção de uma zona de segurança de 10 quilômetros ao longo da fronteira entre Israel e Líbano, atualmente sob controle israelense.
Risco para civis no sul do Líbano
Com o início do cessar-fogo, milhares de civis deslocados começaram a retornar às suas casas no sul do Líbano. No entanto, o governo israelense alertou que uma eventual retomada dos combates pode forçar novas evacuações.
A região foi uma das mais afetadas pelos confrontos recentes, com destruição de infraestrutura e deslocamento em massa da população.
Impasse político
Enquanto Israel mantém uma postura cautelosa, o governo libanês defende o avanço das negociações. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o cessar-fogo é essencial para abrir caminho a um acordo mais amplo.
Entre os objetivos do Líbano estão a retirada das tropas israelenses do sul do país, a resolução de disputas fronteiriças e a libertação de prisioneiros.
Por outro lado, o Hezbollah rejeita negociações diretas com Israel, o que dificulta um entendimento duradouro.