África

Boko Haram mata 8 militares e provoca fuga em massa no norte de Camarões

Confronto terminou com a morte de oito soldados do exército camaronês e ao menos 13 feridos

O governo de Camarões afirmou que centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas e fugir da cidade de Sagme, no norte do país, perto da fronteira com a Nigéria, após um ataque do Boko Haram. Combatentes do grupo jihadista atravessaram a fronteira e mataram oito militares num confronto com as forças de segurança nacionais. Outros 13 soldados ficaram feridos, de acordo com a rede Voice of America.

O confronto aconteceu no extremo norte de Camarões, que faz fronteira com o Estado nigeriano de Borno, uma região com forte presença do Boko Haram. De acordo com o capitão do exército camaronês Cyrille Serge Atonfack Guemo, os militares reagiram, e os combatentes fugiram de volta à Nigéria levando os corpos dos colegas mortos. Não se sabe ao certo quantos jihadistas morreram.

Camarões anuncia fuga em massa após ataque do Boko Haram no norte do país
Integrantes do Boko Haram em vídeo divulgado na internet em dezembro de 2017 (Foto: Reprodução/Youtube)

O presidente dos Camarões, Paul Biya, ordenou o envio de mais tropas para proteger o extremo norte do país. Ele disse ainda que os civis em fuga devem retornar às suas casas, pois os militares foram redistribuídos para assegurar a proteção da região.

Em dezembro de 2020, Midjiyawa Bakari, governador da região do Extremo Norte de Camarões, denunciou a ligação de altos funcionários públicos com o grupo jihadista. A revelação veio depois que militares camaroneses prenderam Blama Malla, um ex-parlamentar, por supostamente fornecer gado ao Boko Haram.

Terroristas do Boko Haram lutam há 11 anos para criar um califado islâmico no nordeste da Nigéria. A luta se espalhou para Camarões, Chade, Níger e Benin, com assassinatos regulares, queima de mesquitas, igrejas, mercados e escolas e ataques a instalações militares.

As Nações Unidas relatam que a violência do Boko Haram matou 30 mil pessoas e deslocou cerca de dois milhões de pessoas.