África

OMS confirma caso de Marburgo na região onde teve início o surto de ebola de 2014

Doença altamente transmissível causa febre hemorrágica, e vírus pertence à família do ebola

Autoridades de saúde da Guiné confirmaram nesta semana o primeiro caso da doença de Marburgo no país e também na África Ocidental. O vírus, altamente infeccioso, causa febre hemorrágica e pertence à família do ebola

A OMS (Organização Mundial da Saúde) enviou uma equipe de 10 especialistas para ajudar as autoridades locais a investigarem o caso. A agência da ONU trabalha também na avaliação dos riscos, na vigilância e na ajuda à comunidade para prevenir novas infecções.

O paciente buscou tratamento numa clínica local na província de Gueckedou, perto de Serra Leoa e Libéria. A investigação começou assim que os sintomas se intensificaram. Segundo a diretora regional da OMS, Matshidiso Moeti, a rapidez com que o vírus pode se espalhar requer ação rápida para interromper a transmissão de imediato. 

Centro de Gueckedou, na Guiné, onde foi reportado o caso de Marburgo (Foto: Julien Harneis/Flickr)

Ela explica que a OMS trabalha com as autoridades de saúde da Guiné para uma resposta rápida, tendo a experiência do país em lidar com o ebola, já que os dois vírus são transmitidos de maneira parecida. 

A região de Gueckedou, onde o vírus Marburgo foi confirmado, é a mesma região onde foram registrados casos de ebola neste ano e onde começou o surto de ebola em 2014. 

Morcegos 

A OMS explica que o vírus Marburgo é transmitido às pessoas pelo morcego da fruta. A doença começa de forma abrupta, com febre alta, dor de cabeça severa e mal-estar geral. 

O índice de fatalidade varia de 24% a 88%, dependendo de como os casos são geridos. A agência destaca que não existem vacinas nem tratamento antiviral e os pacientes dependem da hidratação por via oral ou intravenosa. 

Como a doença apareceu pela primeira vez na Guiné, as autoridades de saúde estão lançando campanhas para educar a comunidade sobre o vírus e formas de transmissão. Surtos de Marburgo já foram registrados em Angola, África do Sul, Quênia, República Democrática do Congo e Uganda. 

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News