África

ONU: República Democrática do Congo reiniciará vacinação contra Ebola

Novos casos de Ebola foram detectados três meses após fim oficial do 11º surto; duas pessoas já morreram

Este conteúdo foi publicado originalmente pelo portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

A OMS (Organização Mundial da Saúde) deve começar essa semana uma campanha de vacinação na República Democrática do Congo contra o Ebola. 

O primeiro caso do vírus surgiu no domingo (7), próximo a cidade de Butembo, na província do Kivu do Norte, a mesma área onde ocorreu o último surto. Outro caso teve confirmação na quarta (10). Ambas as pessoas morreram. 

Conforme o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a capacidade construída durante o último surto possibilitou que as autoridades respondam rapidamente à prevenção da transmissão.

“Vacinas estão sendo enviadas para a área e a OMS mobilizou uma equipe de resposta rápida para fornecer apoio às autoridades locais e nacionais”, disse. Já há identificação de mais de 200 contatos.  

Em novembro, o país declarou o fim do 11º surto de Ebola, que durou mais de seis meses e causou cerca de 55 mortes.  

ONU: República Democrática do Congo reiniciará vacinação contra Ebola
Homem recebe vacina ao Ebola na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, em janeiro de 2020 (Foto: Banco Mundial/Vincent Tremeau)

Covid-19

Sobre a Covid-19, os números de novos casos estão caindo em todo o mundo, mas o vírus continua a circular e novas variantes estão surgindo

“Este não é um acontecimento inesperado, mas dá uma nova urgência aos esforços globais para controlar a pandemia”, disse Ghebreyesus. Cada vez que o vírus sofre mutação, pode diminuir a eficácia de vacinas, medicamentos e testes. 

Recentemente surgiram preocupações com um estudo que mostrou que a vacina Oxford-AstraZeneca como minimamente eficaz na prevenção de doença leve a moderada contra uma nova variante. 

Segundo Ghebreyesus, os especialistas ainda não sabem se a vacina continua prevenindo doenças graves causadas pelas mutações. “Ainda assim, esses resultados nos lembram que é preciso fazer tudo para reduzir a circulação do vírus”, pontuou.

Ao mesmo tempo, os cientistas e fabricantes devem estar prontos para adaptar as vacinas para que continuem eficazes, como fazem com as imunizações contra a gripe. Essas doses recebem atualizações duas vezes por ano.