Somália registra onda de ataques terroristas desde domingo

Mais de 30 mortes já foram registradas em todo o país; extremistas islâmicos do Al Shabaab assumiram autoria
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Três ataques terroristas foram registrados desde domingo (16) na Somália. O último foi nessa terça, com a explosão de uma mina terrestre em um campo de futebol na cidade de Beledweyne, região central do país.

A informação é de que ao menos cinco pessoas morreram e sete estão feridas.

O grupo extremista Al Shabaab, que luta contra o governo desde 2008, assumiu a autoria dos ataques. Os insurgentes buscam governar a Somália com base na própria interpretação radical da lei islâmica.

Enquanto o governo pedia pela investigação ao ataque terrorista que deixou 16 mortos no domingo (16), uma nova explosão de carro-bomba matou cinco militares na segunda-feira (17).

O atentado foi contra uma base militar na área de Goodgaduud, no sudoeste da Somália.

Em estado de alerta, o primeiro-ministro interino somali, Mahdi Mohamed Guled, ordenou a investigação imediata dos ataques. O premiê também pediu reforço na segurança do país.

Exército Nacional da Somália em ofensiva ao grupo Al Shabaab, na capital, Mogadíscio, em agosto de 2012 (Foto: AMISON/Stuart Price)

No domingo (16), um carro-bomba explodiu próximo ao hotel de propriedade do ex-ministro das finanças Abdullahi Mohamed Nor, na Praia de Lido, tradicional destino de Mogadíscio.

De acordo com a Reuters, militantes teriam invadido o hotel após a explosão e iniciado um tiroteio que durou quatro horas.

O local é “extremamente restrito”. Apenas a pessoas autorizadas têm acesso à praia onde fica o hotel.

Ao todo, 16 pessoas foram mortas – 11 civis que estavam no hotel e cinco agressores. Mais de 200 pessoas foram resgatadas.

Em comunicado, a ONU (Organização das Nações Unidas) repudiou os ataques.

“Esta selvageria não tem lugar no país que está a ser construído pelos somalis e merece a mais forte condenação”, disse o representante especial da ONU para a Somália, James Swan.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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