Após ação militar dos EUA, Venezuela envia primeiro navio de gás para território americano

Navio Chrysopigi Lady partiu do norte do país e deve chegar a Rhode Island, marcando a retomada das exportações venezuelanas em meio à transição de poder em Caracas

A Venezuela realizou sua primeira exportação de gás liquefeito de petróleo (GLP) após a mudança de comando político no país. O carregamento deixou um porto no norte do território venezuelano na noite de 1º de fevereiro e tem como destino Providence, no estado americano de Rhode Island, segundo dados de rastreamento marítimo. As informações são da ABC News.

O anúncio foi feito pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em publicação no Telegram. De acordo com ela, o navio Chrysopigi Lady transporta o primeiro carregamento de gás liquefeito de petróleo exportado pelo país neste novo contexto político.

A refinaria de Amuay é a maior da Venezuela e um dos principais complexos de refino do mundo (Foto: WikiCommons)

A operação ocorre quase um mês depois da ação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. Após o episódio, Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente, assumiu a presidência interina.

Segundo informações do site MarineTraffic, o Chrysopigi Lady navega sob bandeira de Singapura e segue para o nordeste dos Estados Unidos. Rodríguez classificou a exportação como um “marco histórico” e afirmou que a operação representa a retomada da capacidade energética do país.

Desde que assumiu o comando, a presidente interina enfrenta desafios internos e externos, incluindo a estabilização política e a reconstrução das relações diplomáticas com Washington. Em declarações recentes, Rodríguez afirmou que o governo venezuelano está aberto ao diálogo político, mas ressaltou a necessidade de respeito à soberania nacional.

A exportação de gás ocorre em meio a um cenário ainda instável. Autoridades venezuelanas estimam que cerca de 100 pessoas morreram durante a operação militar dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro, incluindo agentes de segurança estrangeiros, segundo informações divulgadas por governos envolvidos e pela agência Reuters.

Tags: