Após acordo do G-20, China suspende pagamento de dívida de 77 países

Decisão chinesa vem cerca de um mês após suspensão temporária de débitos pelo grupo das nações mais ricas
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A China disse neste domingo (7) ter concordado em adiar o pagamento de dívida de 77 países em desenvolvimento, como parte do programa de alívio de débitos do G-20, grupo das 20 nações mais ricas do mundo. A informação é da agência de notícias Bloomberg.

Além da suspensão, a China se comprometeu a fornecer US$ 2 bilhões para o combate à pandemia do novo coronavírus em outros países. Desse total, US$ 50 milhões serão destinados à OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em abril, o G20 concordou em suspender o pagamento da dívida externa dos países mais pobres do mundo a partir de 1º de maio, após uma reunião entre ministros da Economia e presidentes de bancos centrais.

À época, foi especificado que o plano seria revisto “regularmente, à medida que a situação da Covid-19 se desenvolve”. Nenhum devedor que pedir adesão a esse programa terá seu rating revisto, nem aumento no custo de crédito futuro, mas é preciso estar em dia com a dívida no Banco Mundial e no FMI.

Todos os credores públicos desses países tomarão parte na iniciativa, respeitando suas leis e regulações internas. O Clube de Paris, que reúne os maiores credores mundiais e é chefiado pela diretora-geral do Tesouro francês, Odile Renaud-Basso, também já deu seu aval. O Brasil é membro do Clube desde 2016.

O presidente da China Xi Jinping (Foto: UN Photo)
O presidente da China Xi Jinping (Foto: UN Photo)

Papel da China

Para o think tank norte-americano CFR (Council on Foreign Relations), países com empréstimos feitos em moeda estrangeira no mercado privado são os que têm problemas financeiros mais iminentes diante da pandemia.

“A China poderia obviamente contribuir significativamente para a estabilização dos países de baixa renda que já pegaram emprestado quantias substanciais dos chineses. Os países africanos, em particular, pegaram mais de US$ 100 milhões nas últimas duas décadas”, afirmou o especialista Brad W. Setser.

O papel da China iria além, de acordo com o especialista. Para Sester, ao manter a moeda estável, os chineses poderiam ajudar a estabilizar os mercados globais.

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