Na Índia, Modi anuncia pacote anticrise que desanima mercado

Expectativa era de que gastos privilegiassem retomada imediata do consumo e chegassem a 10% do PIB indiano
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O mercado não aprovou o pacote de auxílio à economia proposto pelo primeiro ministro indiano Narendra Modi, anunciado na última quarta (13). Ações indianas vêm em ritmo de queda, puxada pelos papéis de bancos, desde então.

A proposta de Modi, que envolve políticas fiscais e monetárias, seria equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) indiano, ou US$ 265 bilhões. As informações são da agência Reuters.

A principal crítica dos analistas é a de que a maior parte das propostas de resposta à crise econômica causada pelo coronavírus envolve apenas injeção de liquidez na economia.

Não há, segundo fontes consultadas pela agência, suficientes medidas de estímulo direto do consumo e da demanda no pacote de Modi. Na prática, os desembolsos não chegariam a 1% do PIB.

Na Índia, Modi anuncia pacote anticrise que desanima mercado
Cenas de Ahmedabad, cidade no estado indiano de Gujarat, oeste do país (Foto: UN Photo)

Na avaliação do economista Deepak Jasani, consultado pela Reuters, o público esperava “gastos imediatos para reanima a economia”, mas deve ter em mente que a recuperação será lenta.

Pior recessão desde 1979

O banco Goldman Sachs estima uma queda de 5% no PIB indiano em 2020, a maior recessão desde 1979. No segundo bimestre deste ano, a estimativa é de encolhimento de 45%.

Entre as medidas do governo há recursos para pequenas empresas, microempréstimos a taxas baixas de juros e fundos de emergência para a população rural.

O BC indiano também criou políticas para diminuir as taxas de juros e aumentar linhas de crédito para a população. O problema é que, como no resto do mundo, os bancos têm controlado o dinheiro de perto para evitar futuros calotes.

Uma das críticas feitas ao programa é pela morosidade na implementação de políticas de auxílio emergencial. Na Índia, milhões de pessoas que trabalham fora de suas cidades voltaram para casa andando e de mãos vazias.

Um cartão-alimentação destinado à população mais pobre e que depende de trabalho informal levaria ao menos três meses para ser posto em prática, segundo o Asia Times.

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