Índia impõe ‘taxa coronavírus’ sobre o álcool para evitar aglomerações

Bebidas alcoólicas terão imposto de 70%; decisão foi tomada após tumultos em lojas de bebidas
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As autoridades da capital indiana, Nova Délhi, impuseram nesta terça (5) uma “taxa coronavírus” de 70% sobre bebidas alcoólicas para evitar grandes aglomerações nas lojas. A medida vem acompanhada de flexibilização nas medidas de restrição, impostas há seis semanas. As informações são da agência de notícias Reuters.

Os impostos sobre o álcool são umas das principais fontes de receita de muitos dos 36 estados indianos. A maioria dos estados teve queda de recursos após as restrições de movimentação impostas pelo governo.

Índia registrou pico de novos casos de coronavírus após governo flexibilizar isolamento social (Foto: Mark Garten/UN Photo)

A polícia indiana agrediu centenas de pessoas que se aglomeraram em frente às lojas de bebida. Os estabelecimentos foram nesta segunda (4) pela primeira vez desde a imposição do isolamento social. As restrições estavam previstas para acabar apenas no próximo dia 17.

O governo de Nova Délhi já afirmou que, se as aglomerações continuarem, é possível que as medidas que flexibilizaram o isolamento possam ser revogadas. A imposição da taxa seria uma forma de diminuir o isolamento sem estimular a ida dos indianos às ruas.

Os preços para as bebidas alcóolicas também aumentaram no estado de Andhra Pradesh, no sul do país. O motivo é mesmo: desestimular as pessoas a fazer fila e se aglomerar nas lojas.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), até esta terça, a Índia registrava 46,4 mil casos confirmados do coronavírus. Já são mais de 1,5 mil mortes.

Flexibilização

Em abril, outra flexibilização imposta pelo governo teve resultados negativos no país. Após a permissão da volta de atividades industriais e agrícolas em que os trabalhadores possam respeitar as recomendações de distanciamento e de higiene, a Índia registrou 1,5 mil casos registrados em apenas 24 horas.

A liberação do governo indiano valeu para atividades como usinas de carvão, agroindústria e refinarias de petróleo.

Trabalhadores migrantes foram autorizados a viajar para fábricas e fazendas. O ministro do Interior da Índia Amit Shah afirmou que esses trabalhadores seriam rastreados e os assintomáticos seriam transportados até seus locais de trabalho.

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