Américas ultrapassam Europa em casos do novo coronavírus

Em declínio na Europa, taxa deve crescer no continente americano; maioria dos casos ainda está nos EUA
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As Américas do Norte, Central e do Sul ultrapassaram a Europa em número de casos da Covid-19, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) desta terça (12). A maioria está nos Estados Unidos, líder do ranking em número de casos, 1,3 milhão, e em mortes — 79 mil.

Ao todo, as Américas registraram 1,781 milhão de casos da Covid-19. A Europa, que se tornou o epicentro da pandemia nos primeiros meses do ano, tem 1,755 milhão de infectados pela doença.

Com a taxa de propagação da pandemia caindo no continente europeu, a expectativa é de que a diferença entre o número de casos na Europa e na América cresça pelas próximas semanas.

Américas ultrapassam Europa em casos do novo coronavírus
Moradores de Brasília passam por teste rápido de diagnóstico para o coronavírus (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)

Reabertura nos Estados Unidos

Há cerca de um mês, os EUA se tornaram o epicentro da crise. Nova York é o estado mais atingido, com 337 mil infectados e 21,6 mil mortes. Em menor medida, outros estados também vivem surto do vírus. Na Flórida, são 42 mil infectados e 1,8 mil mortos.

Estados dos EUA, a maioria governada pelos Republicanos, como Georgia e Alabama, já ensaiam um reinício gradual de suas atividades. A retomada acontece em meio a advertências de especialistas e da oposição de um repique no número de casos.

O presidente Donald Trump parabenizou estados em processo de reabertura, embora a NBC News tenha divulgado que a taxa de infecção ainda aumenta nos estados centrais dos EUA.

No Brasil, onde o presidente Jair Bolsonaro incentiva o retorno à normalidade, crescem diariamente os números de infectados e mortos. Governadores de estados como São Paulo afirmam que não irão aplicar decreto federal que permite a reabertura de academias e salões de beleza.

O jornal norte-americano The New York Times aponta que a crise na América Latina não tem a visibilidade global dos EUA e das nações europeias. O jornal comparou a devastação em cidades latino-americanas aos cenários vistos em Nova York, Madri e Paris, fortemente atingidas pela pandemia.

Ainda de acordo com o Times, a América Latina enfrenta a pandemia com menos recursos médicos e econômicos do que a Europa e os Estados Unidos.

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