A emissão de gases de efeito estufa pode cair quase 8% este ano em decorrência da pandemia do novo coronavírus, afirma a AIE (Agência Internacional de Energia) em relatório divulgado nesta quinta (30).
Esta é a maior queda já registrada e quase seis vezes maior que a gerada pela crise econômica de 2008-2009. O resultado foi definido a partir de uma análise de 100 dias, com informações de todo o mundo.
“A queda histórica não é de se comemorar. Se o pós-crise de 2008 se repetir, é provável que em breve vejamos uma forte recuperação das emissões à medida que as condições econômicas melhorarem”, afirmou o diretor da AIE, Fatih Birol.
Para Birol, os governos precisam aprender com as experiências e colocar o uso de energias limpas no centro de seus planos de recuperação econômica. “Investir nessa área pode criar empregos, tornar as economias mais competitivas e levar o mundo para um futuro energético mais resiliente e limpo.”

Energia
A pesquisa aponta ainda uma queda de 6% na demanda por energia — número sete vezes maior que o registrado na crise econômica de 2008. A queda é equivalente a toda demanda energética da Índia, terceiro maior consumidor de energia do mundo.
A cada mês de isolamento determinado pelos governos, a AIE estima que a demanda por energia cai 1,5%. Para os Estados Unidos, se espera uma queda de 9% na demanda para o ano. Já para a União Europeia o índice pode encolher em 11%.
“É um choque histórico para o setor mundial de energia. A queda brusca na demanda de quase todos os combustíveis é espantosa”, afirmou o diretor da AIE.
De acordo com ele, apenas as empresas de energias renováveis estão se sustentando durante a queda do uso de eletricidade. “Ainda é cedo para determinar os impactos a longo prazo, mas a indústria de energia que sair desta crise será significativamente diferente da de antes.”
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