Cresce antissemitismo em manifestações contra quarentena na Alemanha

Protestos contra judeus ocorrem com mais frequência durante passeatas pelo fim das restrições contra pandemia
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Nas manifestações que pedem o fim da quarentena contra o novo coronavírus na Alemanha, têm ressurgido o apoio a ideologias nazistas e contra os judeus. As informações são da Human Rights Watch, organização que monitora violações dos direitos humanos em todo o mundo.

Testemunhas afirmam que alguns manifestantes usavam estrelas amarelas, comparando as máscaras e o símbolo que o povo judeu era obrigado a usar em suas roupas durante o período nazista. Havia ainda faixas com teorias da conspiração antissemitas a respeito da vacina para a Covid-19.

Manifestantes apoiam protestos contra judeus na Alemanha
Sinagoga em Halle, Alemanha, que foi alvo de ataque anti-semita em 2019 (Foto: Allexkoch/Wikimedia Commons)

A tendência de crescimento do antissemitismo nas manifestações também vem sendo observada por grupos judaicos e independentes que monitoram a questão na Alemanha. Lá, esse tipo de protesto é crime.

No entanto, essa não é uma tendência isolada. Em 2019, houve cerca de dois mil ataques contra judeus ou instituições judaicas na Alemanha. Isos representa um aumento de 13% em relação ao número registrado em 2018, de 1,7 mil.

Entre os ataques cometidos no último ano, um ocorreu em uma sinagoga na cidade de Halle (região central do país) no Yom Kippur. No dia mais sagrado do calendário judeu, duas pessoas foram mortas.

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