Na França, a ‘haute couture’ adere às máscaras em tempos de pandemia

Máscaras já aparecem em desfiles nas semanas de moda e são fabricadas com tecidos e estampas nobres
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Pouco tempo depois da disseminação do novo coronavírus pela Europa, as mulheres francesas já haviam deixado de lado as máscaras brancas, com cara de equipamento médico.

Quando o governo francês encerrou o lockdown e impôs o uso das máscaras no transporte público, em 11 de maio, a maioria delas já havia adotado modelos pretos, de tecidos nobres, segundo a revista britânica “The Economist”.

Foi a deixa para que marcas de ‘haute couture’, a alta moda, investisse na indumentária de segurança também como adereço que combina com o ‘look’.

“É a nova ‘statement T-shirt’”, explicou à revista britânica o estilista Jean-Paul Gaultier, referindo-se às camisetas com estampas e inscrições impactantes.

Já na semana de moda de Paris, no final de fevereiro, designers como Marine Serre e Proenza Schouler já haviam incorporado as máscaras às suas coleções e catálogos.

Na França, a 'haute couture' adere às máscaras em tempos de pandemia do novo coronavírus
Máscaras agora são feitas em tecidos nobres para combinar com a roupa (Foto: Engin Akyurt/Pixabay)

De acordo com a “Vogue” francesa, “as máscaras não são um acessório (e é provável que não se tornem um), mas ocupam uma boa parte do rosto. Por isso, não é surpresa que as pessoas estejam procurando versões mais estéticas que o simples modelo branco”.

A máscara azul escura com a bandeira francesa, usada pelo presidente Emmanuel Macron durante visita a uma escola, logo virou moda entre os “fashionistas” patriotas. No dia seguinte, o fabricante Thomas Delise conta que foi “inundado com ligações”, segundo a revista britânica. 

Não é a primeira vez que os franceses fazem da tragédia uma manifestação de moda.

Durante a escassez dos anos da II Guerra, as mulheres tiveram de encontrar alternativas para “luxos” como meias de seda. Foi quando Elizabeth Arden, hoje marca famosa de cosméticos, passou a vender tinta de iodo para substituir o acessório.

Nos anos logo após a Revolução Francesa, iniciada em 1789, gargantilhas vermelho-sangue tornaram-se populares entre aristocratas cujos familiares foram guilhotinados. À época, ganharam a indigesta alcunha de “bolas das vítimas”, segundo a revista.

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