OMS estuda como baixar isolamento por Covid-19, 10 vezes mais letal que H1N1

Contágio sob controle e leitos suficientes nos hospitais são fundamentais antes do fim da "quarentena"
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A OMS (Organização Mundial da Saúde) vai atualizar suas diretrizes para países em busca de estratégias que diminuam de forma “gradual e segura” as medidas de controle da pandemia do novo coronavírus, cuja taxa de mortalidade é 10 vezes maior que o H1N1, informou o diretor Tedros Ghebreyesus em coletiva nesta nesta segunda (13).

Para iniciar a flexibilização dessas determinações, a OMS considera seis pontos: a transmissão deve estar controlada; deve haver serviços de saúde suficientes para os doentes; a infraestrutura para cuidados de longo prazo deve ser bem estruturada, para minimizar chance de novo surto; os riscos de importar novamente a doença, e com isso reacelerar o contágio, devem estar contemplados nos planos; e a população deve ser informada e conscientizada a respeito desse período de transição.

Tedros Ghebreyesus, diretor da OMS (Foto: UN Photo)

“Levantar as restrições rápido demais pode levar a um ressurgimento mortal [do vírus]. O caminho descendente [da curva de contágio] pode ser tão perigoso quanto o ascendente, se não for gerido corretamente”, afirmou Ghebreyesus, na coletiva da última quinta (10).

Para parar a transmissão, diz o diretor da OMS, é “essencial” encontrar, testar e isolar todos os casos e as pessoas com as quais o doente teve contato.

A H1N1, que se tornou pandemia em 2009, matou entre 151 mil e 575 mil pessoas, segundo a revista Lancet, especializada em medicina. O coronavírus, que começou a se espalhar no final de 2019, foi responsável por 115 mil mortes.

Nesta segunda (13), o informe diário da OMS apontava 1,7 milhão de casos confirmados do novo coronavírus e 111 mil mortes. Nas Américas, já haviam 610 mil casos, sendo 524 mil nos EUA, com 23 mil mortes no total.

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