Pandemia pode deixar quase 14 milhões com fome na América Latina e Caribe

Programa da ONU avalia que contração econômica para este ano na região será de 5,3%
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O impacto socioeconômico da pandemia do novo coronavírus na América Latina e Caribe pode deixar quase 14 milhões de pessoas sem comida suficiente este ano, de acordo com previsões do PMA (Programa Mundial de Alimentos).

A estimativa considera 11 países da região. No ano passado, 3,4 milhões de pessoas enfrentaram grave insegurança alimentar, ou seja, foram incapazes de satisfazer necessidades básicas.

“É vital e urgente que providenciemos assistência ao crescente número de pessoas vulneráveis na região e aos que dependem do trabalho informal”, afirmou o diretor regional do PMA na América Latina e Caribe, Miguel Barreto.

Para Barreto, ainda há tempo de evitar que a pandemia do Covid-19 leve à fome generalizada.

Os números do PMA levam em consideração pesquisas que avaliam o impacto da pandemia no acesso aos mercados, na segurança alimentar e nos meios de subsistência.

Espera-se que a contração economia na América Latina e Caribe seja de 5,3% para este ano.

Pandemia pode deixar quase 14 milhões de pessoas com fome na América Latina e Caribe
Alimentos entregues pelo PMA em Bogotá, na Colômbia, em abril deste ano (Foto: Mathias Roed/PMA)

Por região

Segundo os dados do PMA, no Haiti, o número de pessoas em grave insegurança alimentar pode aumentar de 700 mil para 1,6 milhão. Já entre a população de migrantes venezuelanos na Colômbia, Peru e Equador, a fome pode atingir um milhão de pessoas.

Já no chamado “corredor seco” da América Central, a previsão das Nações Unidas é de que o número passe de 1,6 milhão para 3 milhões. Na região, que engloba Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua, é comum haver extensas secas, à semelhança do semiárido brasileiro.

A temporada de furacões no Caribe, que começa em junho, gera um risco ainda maior para essas populações.

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