Presidente da Bolívia pede ‘jejum e oração’ para vencer coronavírus

País registra 950 casos confirmados da Covid-19 e 50 mortes; quarentena termina nesta quinta (30)
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A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, pediu para esta terça (28) um dia de “oração e jejum com a família” para superar a pandemia do novo coronavírus. As informações são da agência de notícias argentina Télam.

“Nada é impossível para Deus”, afirmou Áñez em um vídeo divulgado na televisão nesta segunda (27). O pedido foi reforçado com uma citação bíblica. A presidente interina do país pertence a uma congregação protestante.

Áñez deve decidir nos próximos dias se o país continua ou não em quarentena. Nesta quinta (30), acaba o período em que a medida é válida no território boliviano.

Ex-presidentes do país criticaram o pronunciamento. Eduardo Rodríguez-Veltzé, que ocupou o cargo entre 2005 e 2006, afirmou que orações e bênçãos coletivas colocam as pessoas em risco.

Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, no congresso boliviano (Foto: Zaconeta Caballero Reinaldo)

Já Carlos Mesa, que foi chefe do executivo entre 2003 e 2005, declarou que o governo boliviano está fazendo poucos testes para o Covid-19 e que por isso não há informações precisas sobre o contágio no país.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a Bolívia registrava até esta terça 950 casos confirmados do novo coronavírus. Ao todo, 50 pessoas morreram da doença no país.

Jeanine Áñez assumiu a presidência no país em novembro do ano passado, após a renúncia do então chefe do Executivo do país Evo Morales. Também renunciaram aos cargos o vice-presidente, o presidente da Câmara de Deputados, a presidente do Senado e o vice-presidente do Senado.

Com isso, Áñez, até então vice-presidente do Senado, reivindicou o cargo por ser uma opositora. O Tribunal Constitucional do país concordou com a reivindicação.

As novas eleições estavam previstas para o dia 3 de maio, mas foram adiadas por causa da pandemia. O calendário eleitoral foi suspenso por 14 dias, para coincidir com o período de quarentena decretado pelo governo interino.

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