Refugiados no Quênia estudam pelo rádio durante quarentena

Campo de refugiados em Dadaab tem 100 mil alunos, que ficaram sem aulas com a pandemia do coronavírus
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Com as escolas fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus, os professores do campo de refugiados de Dadaab, no Quênia, têm que improvisar. A saída encontrada foi transmitir a aula por uma estação de rádio comunitária.

“Estou feliz de entrar em contato com a maioria dos meus alunos por rádio. Eles às vezes ligam para o estúdio para me fazer perguntas. Acredito que eles estão aprendendo mesmo sem poder me ver”, afirmou a professora Amina Hassan. As informações são do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).

Ao todo, o campo de Dadaab tem 100 mil alunos, que frequentam as 22 duas escolas primárias e nove secundárias. Por causa da pandemia, os estudantes estão sem aula há mais de um mês.

“Precisamos achar maneiras inovadoras para garantir a educação das crianças mesmo em tempos desafiadores”, afirma Amina. Mesmo antes da pandemia, as condições de ensino já eram precárias no campo.

A professora trabalha há mais de uma década com educação em campos de refugiados no Quênia. “Eu não sabia que trabalhar em um campo iria mudar minhas percepções. Eles são muito respeitosos e interessados no ensino porque sabe que os fortalece”, afirma a docente.

Escolas fechadas

Por causa da pandemia, 1,5 bilhão de crianças chegou a ficar sem aulas presenciais. O número equivale a 91,4% dos matriculados em todo mundo, de acordo com dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

A situação começou a mudar no dia 19 de fevereiro, de acordo com o monitoramento da Unesco. Os primeiros países afetados pelo fechamento das escolas foram China e Mongólia.

No dia 25 do mesmo mês, as primeiras instituições de ensino começaram a fechar suas portas na Itália. A partir daí, as medidas de restrição passaram a atingir outros países e continentes de forma cada vez mais rápida. Nesta sexta (24), 191 países são atingidos pelas suspensão nas aulas.

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