Turquia tenta recuperar relações diplomáticas com ajuda médica

Governo de Tayyip Recep Erdogan tenta amenizar tensões com os EUA, a União Europeia e os aliados da Otan
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O governo da Turquia tem enviado suprimentos médicos a países atingidos pelo novo coronavírus como uma tentativa de melhorar relações diplomáticas desgastadas. As informações são da agência de notícias Reuters.

O país tenta recuperar as relações com os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa e nos Estados Unidos. O contato bilateral foi estremecido por divergências em questões de direitos humanos, críticas às sanções ocidentais ao Irã e aquisição de mísseis russos.

Apesar da dura batalha contra o Covid-19 em seu próprio território — o país tem 138 mil casos confirmados e 3,7 mil mortes em decorrência do vírus —, a Turquia já enviou ajuda médica aos Estados Unidos, Espanha, Itália, França e Grã-Bretanha.

De acordo com as autoridades turcas, o país é o terceiro maior distribuidor mundial de ajuda durante a pandemia. As remessas contém máscaras faciais, roupas protetoras, kits de teste, desinfetante e respiradores.

Suprimentos médicos enviados pela Turquia aos Estados Unidos em abril (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Turquia/Twitter)

Conflitos

Em uma carta enviada ao presidente Donald Trump, o presidente turco, Tayyip Erdogan, disse esperar que o “espírito de solidariedade” que a Turquia demonstrou ajudasse os norte-americanos a “entender melhor a importância da relação” entre os dois países.

O país enfrenta potenciais sanções dos EUA após a compra de mísseis russos de defesa antiaérea S-400, no ano passado. À época, os EUA afirmaram que o equipamento militar não é compatível com os sistemas da Otan, da qual a Turquia é membro.

À União Europeia, o governo turco pediu que aumente a cooperação com a Turquia diante do apoio fornecido por Ancara aos estados-membros durante a pandemia. “Espero que a União Europeia entenda agora que estamos no mesmo barco”, afirmou Erdogan no último sábado (9).

A Turquia é há anos candidata a se tornar membro da União Europeia, mas o processo de adesão está parado. Os problemas vão de questões sobre o histórico dos direitos humanos no país ao tratamento de refugiados sírios e a exploração de gás na ilha de Chipre e no leste do Mediterrâneo.

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