Violência de gangues cresce na América Central mesmo com pandemia

Dados apontam que homicídios estão estáveis em Honduras e México; houve queda nos EUA e na Europa
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O número de mortes causada por organizações criminosas e a violência de gangues não caiu na América Central. Isso apesar das restrições impostas pelo governo para conter o novo coronavírus, que também interromperam várias rotas de tráfico de drogas na região.

De março a meados de abril deste ano, os níveis de homicídios permaneceram estáveis em Honduras e no México, por exemplo. O índice teve leve redução na Guatemala. Os dados foram divulgados pela ONU nesta quarta (13).

Em contraste, países com baixos níveis de homícidio registraram uma redução dramática na violência. Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos houve uma forte diminuição da mortalidade causada pela violência, motivada pelas medidas rigorosas de isolamento.

A base vem de informações coletadas por 36 organizações internacionais que compõem o Comitê de Atividades Estatísticas. O grupo tem pesquisado o impacto da pandemia do Covid-19 em diferentes frentes.

“Para atuar efetivamente, precisamos ser guiados por dados confiáveis. Avaliar os múltiplos impactos do Covid-19 é um elemento chave para a recuperação que o mundo precisa”, afirmou a diretora-executiva do UNOCD (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), Ghada Waly.

Pandemia não impede violência de gangues na América Central
Polícia Federal do México (Foto: Reprodução/Governo do México)

Tráfico de drogas

O impacto do coronavírus no comércio ilegal de drogas indica que o tráfico internacional de heroína, transportado principalmente por meios terrestres, tem sido o mais afetado durante a pandemia. Já o tráfico de cocaína, que acontece por vias marítimas, continua, com apreensões recentes em portos europeus.

Violência doméstica

A ONU apontou ser difícil quantificar os casos de violência doméstica. Alguns países registraram diminuição nos casos de assassinato baseado em gênero. Outros aumentaram os pedidos de apoio de linhas de ajuda ou centros que protegem as vítimas de violência de gênero.

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