PIB global terá queda de 3% e crise será a pior desde 1929, estima FMI

Será a primeira vez que desenvolvidos e emergentes terão recessão ao mesmo tempo desde a Grande Depressão
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O PIB global cairá 3% em 2020 em decorrência da crise do coronavírus, segundo estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional) e será a primeira vez que economias desenvolvidas e emergentes terão recessão ao mesmo tempo desde 1929.

As informações são do relatório Panorama Econômico Mundial (World Economic Outlook), apresentados na manhã desta terça (14) pela economista-chefe do Fundo, a indiana Gita Gopinath (veja vídeo abaixo).

É a mais grave recessão desde a crise de 1929 e mais profunda que a de 2008-2009. Os países desenvolvidos devem concentrar a maior parte da queda durante a crise que o Fundo chamou de Grande Confinamento (Great Lockdown), com baixa de 6,1%. Nas economias emergentes, a retração esperada é de 1%.

A queda de 3% parte de um cenário-base no qual o pico da pandemia aconteceria ao longo do segundo trimestre deste ano na maioria dos países. Nesse caso, a expectativa era a de que a curva de contágio começasse a diminuir a partir da metade do ano.

Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, durante o anúncio do Panorama Econômico Global (Foto: Reprodução/YouTube)
Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, durante o anúncio do Panorama Econômico Global (Foto: Reprodução/YouTube)

Retração sem precedentes

Isso porque, explica o documento, “essa é uma crise como nenhuma outra”: combina desaceleração econômica com uma emergência de saúde cujas medidas de confinamento “provavelmente apequenam as perdas que deflagraram a crise financeira global [de 2008]. Em segundo lugar, como em uma guerra ou em uma crise política, há incertezas severas e contínuas sobre a duração do choque”.

Confirmado esse cenário, a recuperação pode começar já em 2021. As projeções para o próximo ano são de aumento de 5,8% no PIB global, com alta de 4,5% nas economias desenvolvidas e 6,6% nas emergentes.

Para o Brasil, a queda esperada é de 5,3%, com recuperação da ordem de 2,9%. Espera-se um comportamento parecido em economias de porte semelhante, como o México (em 2020, -6,6% contra 3,% em 2021) Rússia (-5,5% e 3,5%, respectivamente).

Em janeiro deste ano, a expectativa do Fundo era de crescimento de 3,3% para o PIB mundial.

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