Diplomata iraniano aguarda veredicto de tribunal belga por plano com bomba

Irã se recusa a reconhecer julgamento por terrorismo e classificou acusações a diplomata como "falsas"
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Um diplomata iraniano e outros três cidadãos aguardam o veredicto de um tribunal da Bélgica desde 27 de novembro, disse a Radio Free Europe. O grupo é acusado de planejar o bombardeio a um grupo opositor exilado na França em 2018.

Essa é a primeira vez que um país integrante da União Europeia instala julgamento por terrorismo a um oficial iraniano. Em resposta, o Irã afirmou que não reconhecerá “nenhum veredicto” e classificou as acusações como “falsas”.

Conforme os promotores belgas, o diplomata Assadollah Assadi e outros três cidadãos iranianos teriam planejado atacar um comício do NCRI (Conselho Nacional de Resistência do Irã), sediado em Paris.

Diplomata iraniano aguarda veredito de tribunal belga por conspiração a bomba
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, em novembro de 2020 (Foto: IRNA)

O grupo apoia a queda da república islâmica do Irã, que já classificou o NCRI como “terrorista”. Assadollah teria planejado lançar uma bomba durante a visita de Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente norte-americano Donald Trump.

Uma operação coordenada entre os serviços de segurança da França, Alemanha e Bélgica frustraram o ataque, disseram autoridades à RFE. O embaixador iraniano se recusou a comparecer ao julgamento.

Segundo autoridades francesas, o diplomata iraniano era o terceiro conselheiro da embaixada do Irã em Viena e comandava a inteligência no sul da Europa sob ordens de Teerã. A expectativa é que o tribunal belga emita um veredicto até o início de janeiro.

“Processo não é legítimo”, diz Teerã

Pouco antes do início do julgamento, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, afirmou que Teerã não reconhece o processo judicial devido a imunidade diplomática de Assadollah.

“Este tribunal não é qualificado e o processo não é legítimo”, disse o porta-voz à agência estatal Irna. Legisladores e advogados iranianos assinaram uma petição pela liberdade do diplomata.

“Assadollah é inocente e está claro que há uma conspiração contra ele”, afirmou Khatibzadeh. “O Irã não reconhecerá um veredicto”. Assadi pode ser condenado a 20 anos de prisão – movimento que prejudica os laços já instáveis entre o país e o bloco europeu.

Tags: