Oriente Médio

Iraque confisca do Estado Islâmico US$ 1,6 milhão escondido em barris

Agentes encontraram notas de dólares e dinares iraquianos, barras de prata e moedas de ouro para ataques terroristas

Um tribunal de Nínive, no Iraque, confiscou um “tesouro” de US$ 1,6 milhão do Estado Islâmico, no sábado (17). Conforme a agência turca Anadolu, agentes encontraram o montante em escombros da Cidade Velha de Mosul, quando trabalhadores removiam destroços de casas destruídas.

Militantes teriam escondido as notas, moedas de ouro e barras de prata dentro de barris de plástico enterrados a três metros de profundidade. O dinheiro era usado para financiar operações terroristas, segundo o tribunal.

Autoridades iraquianas acreditam que o dinheiro tenha sido saqueado pelos militantes na época em que controlavam a iraquiana Mosul, entre 2014 e 2017. Uma operação das forças do Iraque e da coalizão internacional liderada pelos EUA derrubou as forças do EI na cidade há quatro anos.

Iraque confisca 'tesouro' do Estado Islâmico estimado em US$ 1,6 milhão
Parte do dinheiro recuperado pela polícia de Nínive, no Iraque, do Estado Islâmico, em Mosul, abril de 2021 (Foto: Reprodução/Twitter/Yenia Rasool)

Os barris possuíam, ao todo, US$ 1,59 milhão em notas de 100 dólares e 17,5 milhões em dinares iraquianos, equivalente a R$ 67,2 mil. Foram contabilizados cinco quilos de prata e cerca de 500 gramas de ouro. Os metais serviriam para cunhar moedas de circulação interna do Estado Islâmico.

No Twitter, o comandante da polícia de Nínive, Laith Khalil Al-Hamdani, classificou o local da apreensão como o “Gabinete de Finanças do EI”.

Apesar da diluição das células de Mosul, o Estado Islâmico intensificou suas atividades no Iraque no final de 2020. Há registro de terrorismo do grupo em partes da província ocidental de Anbar, e nas províncias de Kirkuk, Diyala e Nínive, no norte do país.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.