Um ano sem Assad: por que a Síria não entrou em colapso como todos previam

Ahmed al-Sharaa, ex-jihadista, prioriza reconstrução institucional e proteção de minorias enquanto tenta ampliar relações internacionais

A transição política na Síria tem avançado melhor do que o previsto, um ano após a fuga de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. A liderança do novo presidente, Ahmed al-Sharaa, ex-líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e figura inicialmente vista com desconfiança, tem mantido o país estável e evitado um retorno imediato ao caos. Termos como “transição na Síria”, “queda de Assad” e “governo Ahmed al-Sharaa” têm ganhado destaque nas buscas relacionadas ao Oriente Médio. A análise é do The Economist.

No cenário internacional, Sharaa tem atuado como um diplomata habilidoso. Ele foi recebido pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, o que levou à suspensão temporária das sanções americanas impostas ao regime anterior. Países do Golfo também demonstram interesse em fortalecer laços com Damasco, enquanto o governo sírio tenta uma aproximação inédita com Israel. Esse movimento elevou o volume de pesquisas sobre “Síria pró-Ocidente”, “relações Síria-Israel” e “sanções à Síria”.

Chegada do presidente da República Árabe da Síria, Ahmed al-Sharaa, ao Kremlin, em outubro de 2025 (Foto: www.kremlin.ru/Divulgação)

Internamente, a Síria surpreendeu ao não mergulhar novamente em guerra civil, como ocorreu com outros países após revoluções. A vida cotidiana em Damasco continua funcionando, sem imposição de leis islâmicas rígidas ou restrições severas às mulheres. Tendências de busca como “estabilidade na Síria” e “vida em Damasco pós-Assad” refletem essa nova fase.

Apesar dos avanços, o governo enfrenta desafios significativos. A economia síria segue devastada pela guerra e pelas sanções, com um PIB que encolheu mais de 70% desde 2011. Milhões de sírios ainda precisam de moradia, empregos e serviços públicos básicos, temas que impulsionam pesquisas como “economia da Síria 2025” e “reconstrução síria”.

Na administração pública, críticas recaem sobre a criação de estruturas paralelas ao Estado, como a nova autoridade alfandegária entregue a um aliado próximo do presidente. A falta de ações concretas para garantir segurança às minorias, incluindo alauítas, drusos e cristãos, também gera preocupação. Termos como “minorias na Síria” e “violência sectária na Síria” têm crescido nos mecanismos de busca.

A expectativa agora se volta para a posse do novo parlamento sírio, prevista para janeiro. O desempenho do Legislativo poderá ajudar a equilibrar o poder ou, ao contrário, repetir o modelo de aprovação automática do antigo regime.

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