50% dos americanos vê dano na reputação da China pós-Covid, diz estudo

Desde 2005, a Pew não detectava uma visão tão desfavorável da China nos EUA como durante a pandemia
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Metade dos americanos acredita que a influência chinesa deve diminuir e que a reputação internacional do país sofrerá danos por problemas na condução da crise. O dado foi divulgado no último dia 2 em pesquisa do think tank norte-americano Pew Research Center.

Desde 2005, a Pew não detectava uma visão tão desfavorável da China entre os norte-americanos. Nessa última pesquisa, 66% afirmam ter uma opinião ruim do país da Ásia, contra 26% com avaliação positiva.

Oito em dez dos respondentes (84%) afirmaram não acreditar em informações vindas da China a respeito do novo coronavírus. Entre republicanos, a cifra bate 92%, contra 76% entre democratas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) goza de melhor reputação: um terço vê suas orientações com desconfiança. Metade aprova a resposta da entidade, vinculada às Nações Unidas, contra o novo coronavírus.

50% dos americanos vê dano na imagem da China após Covid, diz pesquisa
Cenas de Beijing, capital da China (Foto: Goodfreephotos)

Entre os consultados, 60% vê o crescimento do poder e da influência da China como uma “grande ameaça” para os EUA. Em 2018, 48% concordava com essa afirmação.

Futuro pós-coronavírus

Há ceticismo em relação ao poderio norte-americano depois da pandemia: 30% veem aumento, outro terço aposta em queda do prestígio de Washington no resto do mundo.

Um percentual maior de republicanos, mais inclinados à direita, aposta em aumento da influência dos EUA após a pandemia: 41%, contra 19% entre os democratas. Nove em cada dez respondentes pensam que a liderança norte-americana é mais benéfica para o mundo.

Os consultados dividiram-se na razão de cerca de um terço quando questionados sobre a cooperação internacional entre os países após o fim da pandemia.

Em cada três respondentes, um acha que as nações trabalharão mais em parceria. Os outros dois dividam-se em ver uma maior defesa de interesses nacionais ou a manutenção do status atual.

A pesquisa foi realizada em três etapas, entre março e maio. As duas primeiras foram feitas por meio de questionário telefônico com mil e 1.008 pessoas em cada coleta. A terceira feita por questionário online entre 10.957 pessoas.

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