Militar chinês é preso acusado de roubo de pesquisas médicas nos EUA

Segundo documentos, Xin Wang teria conseguido acesso a laboratório acadêmico para vazar informações à China
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O cientista e militar chinês Xin Wang foi preso no último dia 7 em Los Angeles (EUA) por fraude de visto e por roubo de dados de pesquisas do departamento de medicina da UCSF (Universidade da Califórnia em San Francisco). A informação é do jornal norte-americano “Los Angeles Times“.

Wang, oficial do Exército chinês, tentava embarcar para um voo com destino a Tianjin, na China. Segundo o jornal “South China Morning Post“, de Hong Kong, o militar teria patente equivalente a de major no EUA.

Segundo documentos do FBI aos quais o diário de Hong Kong teve acesso, Wang “fora instruído por seu supervisor, o diretor do laboratório militar da universidade [na China] a observar o laboratório da UCSF e trazer informações sobre como replicá-lo na China].”

Militar chinês é preso acusado de roubo de pesquisas médicas nos EUA
Treinamento para parada militar em Hebei, na China (Foto: Flickr/gadgetdan)

O militar havia entrado nos EUA por meio de um visto para intercambistas, que permitia trabalhar e estudar no país. Na Califórnia, trabalhou e coletou informações usadas em pesquisas da UCSF para levá-las de volta à China sob ordens do laboratório militar do Exército.

Entrada fraudada

Segundo documentos do processo, trazidos a público pelo Departamento de Justiça, Wang teria entrado nos EUA em 26 de março de 2019. O visto foi emitido em 17 de dezembro do ano anterior. Para conseguir o documento, o militar afirmou ter encerrado seu serviço no Exército chinês em setembro de 2016.

Em 7 de junho deste ano, Wang confirmou ter vínculo com o Exército Popular chinês, de quem recebeu uma bolsa durante sua estadia nos EUA. Segundo o documento das autoridades norte-americanas, o militar teria confirmado que mentiu no processo no qual recebeu o visto.

Segundo o jornal de Hong Kong, além do roubo material físico, Wang também teria enviado dados a colegas na China por email. Entre os dados vazados havia informações de pesquisas financiadas pelo Departamento de Saúde dos EUA.

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