A possibilidade de uma nova guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a ganhar força após o presidente Donald Trump intensificar ameaças contra o programa nuclear iraniano. Com o envio de caças e navios de guerra ao Oriente Médio, o cenário internacional entra em estado de alerta, reacendendo temores de uma escalada militar de grandes proporções. As informações são do Politico.
Especialistas em política externa e segurança internacional avaliam que o risco de conflito existe, mas divergem sobre sua dimensão. A maior preocupação é que uma ação inicialmente limitada possa evoluir para um confronto regional mais amplo. Ou até global.

Trump descarta tropas em solo, mas ameaça ataques massivos
Analistas ouvidos pela reportagem apontam que, embora seja improvável o envio de tropas terrestres americanas, ataques aéreos contra instalações nucleares e estruturas militares iranianas estão no radar da Casa Branca. A estratégia seria pressionar Teerã a abandonar definitivamente o enriquecimento de urânio.
O problema, segundo diplomatas ouvidos pela imprensa internacional, é que o Irã considera seu programa nuclear um pilar estratégico e dificilmente aceitará as exigências de “enriquecimento zero”. Caso se sinta ameaçado, o regime pode retaliar com ataques contra Israel, bases americanas na região ou até por meio de ações cibernéticas.
Impacto no petróleo
Um dos pontos mais sensíveis envolve o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial. Qualquer bloqueio ou instabilidade na região pode provocar disparada nos preços do barril e afetar a economia global.
Especialistas alertam para o risco de um ciclo de retaliação e contra-retaliação. Mesmo que nenhum dos lados deseje uma guerra total, erros de cálculo podem gerar uma escalada fora de controle.
Pesquisas recentes indicam que a maioria dos americanos se opõe a uma nova guerra contra o Irã. Parlamentares democratas e republicanos também questionam a autoridade do presidente para iniciar um conflito sem aprovação do Congresso.
No cenário internacional, aliados tradicionais demonstram cautela. Países europeus evitam apoiar publicamente uma ofensiva militar e defendem a retomada de negociações diplomáticas.
Irã pode buscar novo acordo nuclear?
Apesar da retórica dura, alguns analistas acreditam que setores do regime iraniano podem enxergar na crise uma oportunidade para negociar um novo acordo nuclear com os EUA. A prioridade, segundo essa visão, seria garantir a sobrevivência do regime e evitar um conflito devastador.
Ainda assim, a imprevisibilidade é o principal fator de risco. Especialistas concordam que guerras têm dinâmicas próprias e que os desdobramentos são impossíveis de prever completamente.