A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase de intensificação após o discurso do presidente Donald Trump, que reafirmou a continuidade das operações militares. Nas últimas horas, ataques aéreos, alertas de segurança e declarações duras de autoridades ampliaram a tensão no Oriente Médio e acenderam o alerta global. As informações são da Radio Free Europe.
Relatos indicam bombardeios em diferentes regiões do Irã, incluindo áreas estratégicas como Teerã e Tabriz. Imagens divulgadas nas redes sociais também apontaram fumaça no aeroporto internacional de Mashhad, no nordeste do país.
Em paralelo, Israel confirmou ofensivas contra estruturas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), instituição militar oficial da República Islâmica, considerada uma organização terrorista por Tel Aviv e Washington.

A escalada militar não se limita ao território iraniano. No Iraque, os Estados Unidos emitiram um alerta urgente a seus cidadãos sobre possíveis ataques em Bagdá nas próximas 24 a 48 horas, atribuídos a milícias alinhadas ao Irã. Já no Líbano, o Hezbollah lançou foguetes que deixaram feridos em Israel, ampliando o risco de um conflito regional mais amplo.
Outro ponto crítico é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo e gás. O bloqueio quase total promovido pelo Irã já provoca impactos diretos na economia mundial, com alta no preço do petróleo e queda nos mercados financeiros.
Diante desse cenário, potências internacionais tentam avançar em soluções diplomáticas. O Reino Unido articula uma reunião com mais de 30 países para discutir alternativas que garantam a reabertura do estreito sem uso de força militar. China e Rússia também defendem um cessar-fogo imediato, criticando a atuação dos Estados Unidos e de Israel.
Mesmo assim, as negociações enfrentam obstáculos significativos. O Irã exige reparações e o reconhecimento de seu controle sobre o Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos pressionam por limites ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis. Até o momento, não há confirmação de conversas formais em andamento.
A situação se torna ainda mais delicada com relatos de ataques a figuras ligadas à diplomacia iraniana, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade de um cessar-fogo no curto prazo. Analistas avaliam que essas ações podem dificultar qualquer avanço nas negociações e prolongar o conflito.
Com a perspectiva de semanas adicionais de guerra, investidores acompanham o cenário com cautela. A volatilidade nos mercados e a alta das commodities energéticas refletem a incerteza global.