China, Rússia e agora Cazaquistão: a corrida do Brasil por fertilizantes cresce em 2026

Governo brasileiro busca fortalecer o abastecimento do setor agrícola com novos acordos internacionais envolvendo fertilizantes, logística e investimentos estratégicos

O Brasil está ampliando sua articulação internacional para garantir o abastecimento de fertilizantes e fortalecer o agronegócio. Durante encontro em Astana, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou o interesse brasileiro em aumentar as importações de fertilizantes do Cazaquistão, um dos maiores exportadores mundiais do setor. As informações são da TV Brics.

A reunião ocorreu com o chanceler cazaque, Yermek Kosherbayev, e teve como foco a expansão do comércio agrícola, o fortalecimento das relações econômicas e a ampliação da cooperação industrial entre os dois países.

Segundo Mauro Vieira, o Brasil importa cerca de 40 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, volume considerado essencial para sustentar a produtividade do agronegócio nacional. O país é atualmente um dos maiores exportadores de alimentos do planeta, mas segue dependente do mercado externo para suprir a demanda por insumos agrícolas.

(Foto: WikiCommons)

Além do aumento nas compras de fertilizantes e componentes químicos, os governos discutiram projetos ligados à mineração, logística, tecnologia e aviação. Também foram assinados acordos de cooperação nas áreas de agricultura e promoção de investimentos.

O encontro reforça a estratégia brasileira de diversificar fornecedores e reduzir riscos no abastecimento agrícola em meio às oscilações do mercado internacional.

BRICS dominam mercado de fertilizantes para o Brasil

Países do BRICS, grupo que reúne BrasilRússiaÍndiaChinaÁfrica do Sul e outras nações, seguem entre os principais parceiros do Brasil no fornecimento de fertilizantes. China e Russia lideraram as exportações ao mercado brasileiro em 2025.

Entre janeiro e outubro do ano passado, a China exportou 9,76 milhões de toneladas de fertilizantes ao Brasil, superando ligeiramente a Rússia, que enviou 9,72 milhões de toneladas.

Outro parceiro estratégico é Belarus, importante fornecedor de fertilizantes potássicos. O embaixador brasileiro em Minsk, Bernard Klingl, destacou recentemente o interesse em ampliar as relações comerciais e industriais entre os dois países, incluindo projetos de fabricação de máquinas agrícolas em território brasileiro.

Indonésia também mira mercado brasileiro

Na Ásia, a Indonésia vem ampliando sua presença no mercado global de ureia. O governo indonésio informou que Brasil, Índia e outros países demonstraram interesse na compra do fertilizante produzido localmente.

Segundo autoridades do país asiático, a Indonésia possui capacidade de exportação de cerca de 1 milhão de toneladas por ano, mantendo como prioridade a segurança alimentar interna.

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