Dinamarca promete enviar auxílio militar ao Mali no início de 2022

Governo anunciou que tropas se unirão à coalizão antiterrorismo, chefiada pela França, no início do próximo ano
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A Dinamarca deve enviar cerca de 100 forças especiais para o Mali no início de 2022. De acordo com informações do jornal europeu “The Local”, as tropas deverão se unir às tropas de combate aos jihadistas hoje chefiadas pela França.

No anúncio desta quinta (8), o governo dinamarquês afirmou que as forças enviadas ao país africano incluirão oficiais militares de alto nível. “A ameaça terrorista representada pelo Estado Islâmico e Al-Qaeda continua significativa”, disse Copenhagen em comunicado. “Não podemos permitir que criem um centro na África Ocidental para seu regime extremista”.

A partir de 2022, Mali deve contar com forças especiais da Dinamarca
Exército da Mauritânia em operação contra a Al-Qaeda no Mali, em junho de 2011 (Foto: Divulgação/Magharebia)

O governo da Dinamarca também planeja enviar um avião de transporte militar para auxiliar a Minusma (Missão das Nações Unidas no Mali).

Tabuka, a coalizão internacional no Mali liderada pela França, foi lançada ainda em março de 2020. Desde então, tropas de República Tcheca, Suécia e Estônia já se posicionaram na região enquanto Paris tenta obter o apoio de outros países da UE (União Europeia).

O Mali testemunhou uma escalada da violência após as as disputas separatistas do norte se espalharem para todo o país. Diferentes grupos armados ligados ao Estado Islâmico e Al-Qaeda agora disputam o controle de territórios e incensam conflitos entre grupos étnicos.

Ataques cresceram desde 2016

Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que os ataques aumentaram até cinco vezes entre 2016 e 2020. Ao menos quatro mil civis foram mortos na região da tríplice fronteira de Mali, Burkina Faso e Níger no ano passado. Há quatro anos, o número de vítimas foi de 770.

Um número cada vez maior dos líderes terroristas da África Subsaariana já teve ou tem relação com o EI (Estado Islâmico) e a Al-Qaeda do Iraque e da Síria.

Uma pesquisa do Índice Global de Terrorismo, vinculado ao Instituto para a Economia e para a Paz, aponta que a região é o novo ponto focal do terrorismo do EI desde 2019. Os ataques no Sahel cresceram 67% desde então.

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