ONU: Acnur atende a refugiados após ataques simultâneos no Níger

Ataques mataram mais de 100 pessoas no Níger no último sábado (2); Acnur alerta para centenas de deslocamentos
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Material publicado originalmente na agência de notícias da ONU (Organização das Nações Unidas)

A Acnur (Agência para Refugiados das Nações Unidas) já está atendendo aos refugiados dos ataques simultâneos que mataram mais de 100 pessoas no último sábado (2), no Níger.

Dezenas ficaram feridos após a ofensiva de homens armados a duas localidades da região de Tillabéri, na fronteira com o Mali. Testemunhas disseram à Reuters que os criminosos chegaram atirando em motocicletas.

Grupos terroristas islâmicos dominam a região. Agora a Acnur atende às mais de mil pessoas que fogem da violência dos vilarejos – a maioria a pé, disse a ONU. Alguns dos feridos graves foram evacuados para a capital do país, Niamey.

ONU: Acnur atende a refugiados após ataques simultâneos no Níger
Deslocados internos no campo de refugiados de Mopti, no Mali, em 2019 (Foto: UN Photo/Marco Dormino)

A agência já prepara abrigos e proteção para as vítimas. Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os os ataques no Níger. “As autoridades não devem poupar esforços para levar os responsáveis à justiça”, disse.

As regiões de Tillabéri e Tahoua estão próximas de Liptako-Gourma, que faz fronteira com Burkina Faso e com Mali. Hoje a área abriga 60 mil refugiados do Mali e quase 40 mil que fugiram da violência em Burkina Faso.

Com a pandemia da Covid-19, a resposta humanitária tem ficado mais difícil. Apesar do aumento da insegurança o povo do Níger continua demonstrando solidariedade aos que fogem da violência nas regiões do Sahel e do Lago Chade.

Mali, Burkina Faso e Níger estão no epicentro de uma das maiores crises de deslocamento de civis e uma das que crescem mais rapidamente. O local já briga 851 mil refugiados e quase dois milhões de deslocados dentro do próprio país.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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