Na Bolívia, Áñez renuncia à candidatura para sufocar protegido de Morales

Luis Arce, do partido de Morales, aparece com 40,3% das intenções de voto, o que garante vitória em primeiro turno
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A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, anunciou, nesta quinta (17), a renúncia de sua chapa à disputa presidencial. A decisão seria forma de conter o avanço do candidato de Evo Morales, Luis Arce.

Na pesquisa publicada pela Fundação Jubileu na última quarta (16), Arce possuía 40,3% das intenções de voto. Com 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o ex-presidente Carlos Mesa (26,2%), o aliado a Morales poderia ganhar as eleições ainda no primeiro turno.

O objetivo de deixar a disputa, segundo Áñez, é não dividir os eleitores da direita boliviana para dificultar a vitória de Arce, candidato do MAS (Movimento para o Socialismo), já no primeiro turno.

Áñez renuncia a candidatura para reduzir chances de candidato de Morales
Luis Arce enquanto ministro da Economia do governo de Evo Morales em conferência das Nações Unidas. Geneva, novembro de 2015 (Foto: UNCTAD)

Ex-ministro da Economia do governo de Morales, Arce é uma chance para o ex-governante da Bolívia, hoje exilado na Argentina, retornar ao país.

Entre idas e vindas, as eleições presidenciais da Bolívia estão agendadas para o dia 18 de outubro. O país está mergulhado em protestos e na crise deixada pela pandemia do novo coronavírus.

Quebra de expectativas

Com inúmeros problemas de gestão e uma população polarizada, a candidatura de Áñez era promissora até o início da pandemia.

Na intensificação da crise, contudo, a presidente interina desceu para o quarto lugar na pesquisa da Fundação Jubileu. Apenas 10,6% dos eleitores disseram votar na presidente interina.

O MDS (Movimento Democrático Social), à direita foi um dos protagonistas na pressão para a renúncia de Morales, removido do cargo em novembro de 2019.

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