USP: Brasil deveria rever política para Acordo de Paris, diz ex-embaixador

Após papel relevante em 2015, país está cada vez mais isolado por não trazer melhorias ao entendimento
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Este conteúdo foi publicado originalmente no Jornal da USP

Na coluna Diplomacia e Interesse Nacional desta semana, o embaixador Rubens Barbosa comenta a imagem ambiental do Brasil e a evolução do País em relação à política ambiental do Acordo de Paris, assinado em 2015.

Neste ano, haveria um encontro para discutir a atualização das metas climáticas, mas, em razão da pandemia, foi adiado para 2021.

Ainda assim, foi realizado um encontro virtual, no último dia 12, com os países que apresentaram propostas de melhorias para o Acordo, grupo chamado de Cúpula da Ambição Climática. 

Brasil deveria rever política para Acordo de Paris, diz ex-embaixador nos EUA
Vista aérea do rio Negro no Parque Nacional de Anavilhanas, no Amazonas (Foto: Sabino José/ Pixabay)

“O Brasil teve um papel muito relevante no Acordo de Paris mas, na situação atual, com o desmatamento e as queimadas, com a emissão de gás estufa em alta, o País está cada vez mais isolado”, afirma.

“O fato de não ter apresentado nenhuma melhoria nos compromissos de 2015 deixou-o ainda mais isolado”, aponta o ex-embaixador. Ele completa dizendo que “a política nacional sobre mudanças de clima deveria ser revista e aplicada no contexto das novas reuniões do ano que vem”. 

Ouça a coluna, veiculada na Rádio USP, na íntegra (Vídeo: YouTube/USP)

Rubens Barbosa é diplomata, foi embaixador do Brasil nos EUA (1999-2004), e no Reino Unido (1994-1999). É pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo).

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