Filipinas exigem retirada de 200 navios chineses em águas disputadas

Defesa filipina classificou tripulação das frotas como "milícias" realizando atividades militares; China nega
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O governo das Filipinas exigiu que a China retirasse os mais de 200 navios ancorados no Recife Whitsun, no Mar da China Meridional, informou a alemã Deutsche Welle. O território é reivindicado pelos dois países e fica nas Ilhas Spratly – zona econômica exclusiva das Filipinas.

A China, porém, não reconhece a decisão internacional de 2016 que invalidou as reivindicações de Beijing sobre o território. No consenso, porém, não estão especificadas quais áreas os pescadores da China e de outros países podem, ou não, pescar. O local fica a cerca de 324 quilômetros da província de Palawan, no oeste filipino.

O chefe da Defesa das Filipinas, Delfin Lorenzana, afirmou que as embarcações têm “tripulações de milícias” em favor da China. “Pedimos aos chineses que parem com esta incursão e retirem imediatamente esses barcos que violam nossos direitos marítimos“, afirmou, em comunicado.

Filipinas exigem retirada de 200 navios chineses em recife disputado
Mar do Recife de Whitsun, no arquipélago de Spratly, reivindicado pelas Filipinas e China, em setembro de 2011 (Foto: Divulgação/Winter is Coming)

Manila integra o grupo de nações que reclama o avanço de Beijing sobre o Mar da China Meridional. Beijing tem investido no armamento de navios pesqueiros e instalou plataformas de vigilância nas águas do sudeste asiático – muitas fora de sua jurisdição.

Conforme a Força-Tarefa Nacional para o Mar das Filipinas, os navios chineses teriam atracado no recife – que Manila chama de Julian Felipe – em 7 de março. Em fotos, o órgão de supervisão verificou que haviam “militares” na frota.

Em resposta, a embaixada chinesa nas Filipinas afirmou que os navios estão em atividade pesqueira. “Barcos pesqueiros chineses têm pescado nessas água há anos. Essa é uma prática legal da China e não há atividade militar. Especulações não ajudam em nada e só geram irritações desnecessárias”, diz a nota.

Sem atividade de pesca

Os navios concentrados no recife não mostraram nenhuma atividade de pesca e mantêm suas luzes brancas acesas durante toda a noite, relatou a força-tarefa filipina em comunicado. “A presença é uma preocupação devido à possível pesca excessiva e destruição marinha, assim como os riscos para a segurança”, alertou.

Além de Beijing, Taiwan, Malásia, Vietnã e Brunei também reivindicam partes da zona marítima, reportou a BBC. A China, porém, minimiza os relatos de que usa frotas pesqueiras para reivindicações territoriais.

Eleito em 2016, o presidente filipino Rodrigo Duterte aproximou as relações com Beijing e é criticado por evitar “medidas mais duras” em relação ao avanço chinês no Mar da China Meridional.

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