Intolerância a muçulmanos cresce no Nepal

Para revista norte-americana, direita anti-Islã indiana tem incentivado manifestações contra minoria no Nepal
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Os fundamentalistas nacionalistas hindus da Índia têm aproveitado a pandemia do novo coronavírus para instigar intolerância a muçulmanos no Nepal, que correspondem a 4% da população do país, cortado pela Cordilheira do Himalaia. A informação é da revista norte-americana Foreign Policy.

Em 2006, o Nepal se tornou um país laico. No entanto, a ascensão do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e sua ideologia nacionalista hindu tem fortalecido uma visão mais apegada à religião.

Modi é oriundo da cidade de Varanasi, no norte do país. Chegou ao poder em 2014 e desde então têm forjado alinhamento com outros líderes mundiais da direita, como Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Islamofobia da Índia se instala no Nepal
Estudantes nepaleses muçulmanos em oração (Foto: Wikimedia Commons)

A alta oferta de canais indianos, além da imprensa sensacionalista local, contribuiu para que rumores sobre os muçulmanos se espalhassem com rapidez.

Em abril, circulou a notícia falsa de que o Paquistão teria enviado homens muçulmanos infectados com o Covid-19 para a Índia, passando pelo Nepal. Um novo termo foi cunhado: “corona-jihad”.

Há contraponto ao boatos lançados pela desinformação indiana e nepalesa. Hashtags como “RIPIndianMedia” (Descanse em paz, mídia indiana, em português) e “IslamophobiaInNepal” (Islamofobia no Nepal) se tornaram virais.

Os muçulmanos no Nepal se preocupam com o aumento da islamofobia. Houve um aumento dos ataques islamofóbicos nas redes sociais, mas não há registros de ataques físicos contra muçulmanos, segundo a Foreign Policy.

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