Índia e Afeganistão negam acusações paquistanesas de organização terrorista

Governo em Islamabad afirma ter "provas inegáveis" sobre um suposto treinamento terrorista da Índia em solo afegão
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Os governos da Índia e Afeganistão negaram no domingo (15) as acusações sobre um suposto financiamento e treinamento terrorista contra o vizinho Paquistão.

O anúncio veio um dia após Islamabad dizer ter reunido “provas inegáveis” contra os dois países e ameaçar denunciá-los à ONU (Organização das Nações Unidas).

Autoridades paquistanesas disseram à AFP que as agências de inteligência da Índia estabeleceram uma base próxima à província do Baluchistão para minar o andamento do projeto “Corredor Econômico China-Paquistão”.

Para isso, a Índia estaria “treinando, abrigando e lançando terroristas” ao Paquistão, afirmou o exército paquistanês. Ao todo, Nova Délhi comandaria 87 campos de treinamento – 66 deles em solo afegão.

Índia e Afeganistão negam acusações paquistanesas de organização terrorista
Fronteira da Índia e Paquistão no território disputado de Jammu e Caxemira, em outubro de 2007 (Foto: Flickr/Anthony Maw)

“Esperamos que a comunidade internacional force a Índia a acabar com seu terrorismo”, disse o primeiro-ministro Imran Khan, no Twitter.

Cabul negou as acusações. “O Afeganistão é a principal vítima do terrorismo no mundo e estamos comprometidos com o seu combate de todas as formas”, diz o comunicado.

Nova Délhi aumentou o tom para refutar as acusações. “As alegações sobre Índia e Afeganistão não passam de um fútil exercício de propaganda anti-Índia”, apontou uma nota oficial. “As chamadas ‘provas’ não têm credibilidade e representam invenções da imaginação”.

Divididos desde a independência da Grã-Bretanha, em 1947, indianos e paquistaneses disputam a região da Caxemira, de maioria muçulmana. As disputas se intensificaram desde agosto passado, quando Nova Délhi retirou o status semi-autônomo do território.

A tensão aumentou na sexta (13), quando Islamabad e Nova Délhi trocaram tiros na fronteira disputada. Há registro de 13 mortos e dezenas de feridos no combate.

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