Ásia e Pacífico

ONU: Conselho de Segurança tem apelo para pressionar Mianmar

Enviada da ONU a Mianmar pede que Conselho de Segurança “faça tudo” para evitar mais violência no país

Este conteúdo foi publicado originalmente na agência ONU News, da Organização das Nações Unidas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou na terça-feira (2) uma reunião de emergência sobre o Mianmar.

Na sessão, a enviada especial para o país, Christine Schraner Burgener, exortou o órgão a pressionar para contenção e calma, evitar que a situação se agrave e defender o pleno respeito aos direitos humanos e ao direito internacional

Na segunda (1), militares tomaram o poder ao alegarem fraude eleitoral no pleito realizado em novembro. As eleições deram vitória ao NLD (Liga Nacional para a Democracia), de Aung San Suu Kyi.

ONU: Conselho de Segurança tem apelo para pressionar Mianmar
Parlamento de Naypyidaw, capital de Mianmar, em setembro de 2018 (Foto: WikiCommons/Mayor mt)

A polícia prendeu Suu Kyi, dezenas de cidadãos, líderes políticos e parlamentares em suas casas após os militares instaurarem estado de emergência por um ano no país.

Burgener disse contar com o apoio dos 15 Estados-membros do Conselho para um maior acesso das Nações Unidas às necessidades que podem surgir na crise atual em Mianmar. 

Para a enviada, é crucial que todos os envolvidos se abstenham da violência, respeitando plenamente os direitos humanos e as liberdades fundamentais. “Não se pode permitir um retrocesso total após 2011, quando Mianmar passou a contar com governantes civis”, disse.

Diálogo 

Burgener mencionou relatos de incidentes em que jornalistas foram espancados por multidões. “Com a internet e as conexões móveis ainda instáveis, a cobertura imparcial de eventos é crítica para ajudar a facilitar uma saída da crise”, apontou.

Neste momento, se deve garantir a proteção da população de Mianmar e seus direitos fundamentais, disse a enviada. A diplomata exortou o país a evitar a eclosão da violência. 

Burgener disse ainda que esta semana esperava continuar o diálogo com Suu Kyi. Até o momento, a representante ainda não conseguiu entrar em contato com ela ou com outras autoridades detidas na capital, Naypyidaw