Clube polonês rejeita negociação com equipe israelense e compara acordo à Alemanha nazista

Propostas do Maccabi Tel Aviv envolviam o brasileiro Leo Borges. Proprietário do Pogon Szczecin afirmou que questões éticas devem prevalecer sobre interesses financeiros

O clube polonês Pogon Szczecin ganhou destaque internacional após rejeitar propostas de transferência apresentadas pelo Maccabi Tel Aviv. A decisão foi anunciada pelo proprietário da equipe, Alex Haditaghi, que afirmou ter encerrado as negociações envolvendo o defensor Dimitris Keramitsis e lateral-esquerdo brasileiro Leo Borges. As informações são da Anadolu.

Em uma carta divulgada nas redes sociais, Haditaghi declarou que o futebol deve representar valores como “respeito, esperança e humanidade”. Segundo ele, o contexto atual dos conflitos no Oriente Médio torna inadequada a realização de negócios entre seu clube e uma equipe que represente Israel.

O dirigente citou o sofrimento de civis em Gaza, no Líbano e no Irã para justificar a decisão. Em sua manifestação pública, classificou as ações do Estado de Israel como violentas e afirmou que não considera moralmente correto prosseguir com qualquer transação envolvendo um clube israelense neste momento.

Estádio Municipal de Szczecin, casa do clube polonês Pogon Szczecin (Foto: WikiCommons)

A declaração mais controversa ocorreu quando Haditaghi comparou a situação atual à Alemanha nazista. Segundo ele, se tivesse vivido naquele período histórico, não teria realizado negócios com instituições esportivas ligadas ao regime nazista. O proprietário afirmou que aplica hoje o mesmo padrão moral ao rejeitar as propostas do Maccabi Tel Aviv.

As negociações envolviam dois jogadores importantes do elenco do Pogon Szczecin. Keramitsis possui contrato com o clube polonês até 2029, enquanto Leo Borges tem vínculo válido até 2027. Até o momento, não houve informação oficial sobre uma resposta do Maccabi Tel Aviv às declarações do dirigente

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