A Rússia e a Ucrânia realizaram uma nova troca de corpos de militares mortos na guerra, em uma das raras formas de cooperação humanitária mantidas entre os dois países desde o início da invasão russa em larga escala, em 2022. As informações são do The Moscow Times.
Segundo o portal de notícias RBC, que citou o deputado russo Shamsail Saraliyev, a Ucrânia recebeu os restos mortais de 501 soldados, enquanto a Rússia recuperou os corpos de 31 militares. Saraliyev integra a Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo, e participa de um grupo parlamentar dedicado ao conflito.
De acordo com a agência de notícias Interfax, a operação ocorreu nas proximidades da fronteira com Belarus. Até o momento, as autoridades ucranianas não haviam confirmado oficialmente a troca.

A RBC informou que esta foi a 13ª troca de militares mortos em combate ou de prisioneiros de guerra realizada entre os dois países desde o início de 2026. A recuperação de corpos e as trocas de prisioneiros seguem entre os poucos canais de diálogo mantidos entre Moscou e Kiev em meio à guerra.
Enquanto os combates continuam ao longo da linha de frente, as operações humanitárias envolvendo soldados mortos e capturados têm sido conduzidas de forma periódica, geralmente com mediação de organismos internacionais ou por meio de negociações diretas entre representantes dos dois lados.
Nesta quinta-feira (16), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prestou homenagem aos militares ucranianos mortos durante uma visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A cerimônia ocorreu poucas semanas após uma nova controvérsia envolvendo a recuperação de corpos de combatentes.
No início de julho, os militares russos acusaram as forças ucranianas de não cumprirem um cessar-fogo temporário de seis horas que, segundo Moscou, havia sido estabelecido para facilitar a recuperação e a troca de soldados mortos em combate. Kiev não reconheceu a acusação.