O Exército do Iêmen afirmou nesta quarta-feira (15) ter repelido um ataque lançado pelos houthis contra posições militares na província de Al-Jawf, no norte do país. Segundo o governo reconhecido internacionalmente, as forças armadas conseguiram conter o avanço dos rebeldes após confrontos na frente de Qanaw, causando baixas e destruindo equipamentos utilizados na ofensiva. As informações são da Anadolu.
As informações foram divulgadas pelo September Net, veículo oficial do Ministério da Defesa iemenita. De acordo com a publicação, a ação militar obrigou os combatentes houthis a recuarem. Até o momento, o grupo rebelde não se manifestou sobre as alegações do governo.

A província de Al-Jawf ocupa uma posição estratégica no conflito iemenita por fazer fronteira com a Arábia Saudita e por abrigar áreas controladas tanto pelas forças governamentais quanto pelos houthis. A região tem sido palco frequente de confrontos desde o início da guerra civil, que se intensificou em 2014, quando os rebeldes passaram a controlar amplas áreas do país, incluindo a capital Sanaa.
O episódio ocorre em um momento de renovada tensão no Iêmen. Na segunda-feira (13), o governo iemenita afirmou ter realizado um ataque contra uma pista do Aeroporto Internacional de Sanaa após acusar os houthis de impedir o pouso de aeronaves iemenitas e permitir a aterrissagem de um avião iraniano. As autoridades classificaram a ação como uma violação da soberania nacional.
Em resposta, os houthis atribuíram o ataque à Arábia Saudita e anunciaram o lançamento de mísseis contra território saudita, rompendo um período de relativa estabilidade que vinha sendo observado nos últimos anos. Riad não comentou a acusação.
O conflito no Iêmen é considerado uma das mais graves crises humanitárias do mundo. Além da disputa interna entre o governo e os houthis, a guerra envolve interesses regionais, especialmente da Arábia Saudita e do Irã, frequentemente apontados como apoiadores de lados opostos no confronto. A retomada de ações militares de maior intensidade aumenta os temores de uma nova escalada da violência em uma região que permanece marcada por instabilidade política e dificuldades econômicas.