Diplomacia

EUA e Rússia possuem 90% das armas nucleares do planeta

Setenta e cinco anos após Hiroshima e Nagasaki, países reduziram arsenal nuclear, mas risco de conflito ainda é iminente

Os Estados Unidos e a Rússia ainda detém 90% do volume mundial de armas nucleares, que diminui em três quartos desde os anos 1980, segundo levantamento da Plowshares Fund, fundação pela extinção do arsenal.

De acordo com dados recentes, há oficialmente 13,3 mil armas nucleares no mundo. O seleto clube de potências nucleares inclui, além das protagonistas da Guerra Fria, outras sete nações.

“Mais países desistiram de armas e programas nucleares do que tentaram adquiri-los nos últimos 30 anos”, consta no levantamento da Plowshares. O único país que conseguiu fabricar a bomba e optou mais adiante pelo desarmamento foi a África do Sul, em 1989.

Volume de armas nucleares reportadas pelos países, de acordo com o estudo:

  1. Rússia: 6,370
  2. EUA: 5,800
  3. França: 300
  4. China: 290
  5. Reino Unido: 215
  6. Paquistão: 150
  7. Índia: 130
  8. Israel: 80
  9. Coreia do Norte: 20

O debate sobre a questão nuclear, embora possa soar às novas gerações como uma relíquia da Guerra Fria, deve ganhar nova tração com as negociações do Novo START (Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em inglês), que termina em fevereiro de 2021.

Nesta sexta (7), o tema volta à pauta com, os 75 anos da bomba atômica nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. O acontecimento, que empurrou o Japão rumo à rendição na II Guerra, tornou-se evidência da necessidade de extinção do armamento nuclear.

EUA e Rússia possuem 90% das armas nucleares do planeta
Trump e Putin se encontram na Moscou, em junho de 2019 (Foto: Mikhail Metzel/Presidência da Rússia)

Novo START

O pacto bilateral, que diminui gradativamente as ameaças nucleares entre EUA e Rússia, termina duas semanas após o final do mandato do presidente norte-americano Donald Trump.

Os recentes conflitos com a China fizeram com que o governo americano solicitasse que o país também passasse a integrar o tratado. Beijing não tem interesse em participar da negociação.

Por telefone, os norte-americanos vem tentando convencer a Rússia a pressionar por uma adesão da China – até o momento sem sucesso.

O volume de ogivas nucleares chinesas avança ainda é baixo, se comparado com o dos signatários do START, mas deve crescer nos próximos anos, avalia o portal Axios.