Após derrota contra azeris, frente armênia pressiona renúncia de premiê

Acordo mediado pela Rússia em disputa por Nagorno-Karabakh leva Armênia a forte crise e turbulência política
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A conquista do Azerbaijão sobre Nagorno-Karabakh, no dia 9, é o principal motivo para uma onda crescente de protestos contra o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan.

De acordo com o portal EuroNews, a população armênia se queixa de ter perdido uma fatia do território nacional e, descontente, pede pela renúncia do premiê. A reivindicação tem o apoio de 17 partidos de oposição do país.

Com uma turbulência política crescente no país, o armênio Zohrab Mnatsakanyan renunciou ao posto de ministro das Relações Exteriores nesta segunda (16).

Após derrota contra azeris, frente armênia pressiona renúncia de primeiro-ministro
O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, na capital iraniana Teerã, em fevereiro de 2019 (Foto: WikiCommons/Majid Haghdoust)

A população armênia discorda do acordo de paz mediado pela Rússia para encerrar o conflito armado, que se estendeu pelas últimas seis semanas e deixou centenas de mortos na região disputada. O acordo encerra mais de 30 anos de conflito.

Yerevan decidiu ceder às tratativas de cessar-fogo quando se viu encurralada pelas forças azeris na capital regional, Stepanakert.

A comunidade internacional reconhece Nagorno-Karabakh como azeri, mas várias forças armênias ocupavam cidades do território desde o início dos anos 1990, pautadas pela relação étnica que une as regiões.

“É uma decisão muito dolorosa para o nosso povo”, disse Pashinyan logo após a assinatura do acordo. Segundo o chefe de Governo, a situação militar da Armênia impediu que o país continuasse na disputa.

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